O dia de Sao Valentim a chegar ….e um delicioso snack para começar uma refeição especial

Como já partilhei convosco aqui por casa não somos grandes seguidores de tradições, e nunca fazemos nada de especial para o Dia de S Valentim, ou não fazíamos, porque assim que eu deixei de estar em casa para jantar, qualquer dia, nem que seja o dia dos namorados em que possamos comer juntos é um dia de festa.

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No ano passado estive a trabalhar, no ano anterior também, este ano o Valentim calha a um domingo e os restaurantes estão fechados até ver!

Para começarmos esta maratona que termina a 14 de Fevereiro, deixo-vos já uma primeira ideia para jantares românticos, a dois, com os vossos minis, amigos, ou quando querem apenas cozinhar para alguém de que gostam, seja em que data fôr!

Mais ideias e as sugestões para este ano, incluindo o meu menu, durante este mês.

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A receita de hoje é tao simples que quase nem merece este nome, mas é ideal para começar uma refeição e ir petiscando enquanto preparamos o resto dos pratos. Eu uso bolachas de gengibre suecas, porque adoro a combinação do queijo com o doce das bolachas, mas podem optar por exemplo por sementes de sésamo, ou bolachas de água e sal.

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Eu tento balançar o queijo e as bolachas com uns cubinhos de cenouras e aipo e sirvo sempre as bolinhas com tirinhas de mais aipo. Primeiro porque enquanto mordisco o aipo não estou a engolir queijo e bolachas, segundo porque  dão sempre jeito para mexer uns blody Mary.

Bolinhas de queijo azul e bolachas de gengibre

Ingredientes: (nas quantidades que desejarem)

queijo azul

queijo creme

cenouras e aipo picadas finamente

raspa da casca de limao

bolachas de gengibre picadas

Preparação:

Misturem todos os ingredientes numa tigela excepto as bolachas. Façam bolinhas to tamanho de nozes e cubram-nas com as bolachas, reservem no frigorífico até servir.

 

 

 

Domingo à tarde, livros, chocolate quente e um presente dos nossos meninos

Nos fins-de-semana em que trabalho aos sábados, o tempo livre passa a correr. Sexta à tarde, quando todos se preparam para voltar a casa, ainda saio eu para o meu trabalho,  sábado é ainda pior.

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Há fins-de-semana em que me sinto como a ver a vida por trás das portas da cozinha. Vejo todos a passar para sair com os amigos, vejo casais de mãos dadas,  vejo  famílias, festas de anos e despedidas de solteira.

O  viking vai por vezes a um concerto com os amigos, jantares ou encontros dos seus clubes, eu passo a noite em tachos e panelas.

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Todas as sextas-feiras, dois sábados por mês.

O Domingo é todo o fim-de-semana que tenho.

E se durante os meses de bom tempo aproveitamos para sair e passear, durante o inverno optamos por muitas vezes por passar o dia em casa com os nossos meninos. Um dia a ler, ver filmes, ou  na sala a beber um chocolate quente e conversar, pode parecer-vos aborrecido, mas para nós e o céu.

Hoje passámos a tarde a ler, eu a devorar mais uma novela do agente Pendargast, muito melhor do que qualquer livro de mistério e aventuras. O viking agarrado a The circle de Dave Eggers.

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Os três meninos dormem, está nevoeiro, sente-se o frio lá fora e vai já anoitecendo, mas na nossa casa em semi silêncio, saboreamos estas poucas horas de descanso, enquanto vamos bebendo este chocolate quente, uma receita só nossa que hoje partilho convosco.

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Para estes pequenos grandes prazeres usamos as nossas chávenas especiais, um presente para a mãezinha e o paizinho que recebemos dos nossos meninos.

E vocês como passaram o vosso domingo?

 

Chocolate quente para fins-de-semana muito curtos

 

Serve duas pessoas, 4 chávenas pequenas

Ingredientes:

Leite, água ou “leite vegetal”

2 colheres de sopa de cacau em pó (eu uso Valrhona Cocoa Powder 100%)

1 colher de café de extracto de baunilha

adoçante a gusto

1 cálice de vinho do Porto

 

Preparação:

Aqueçam bem o leite, água ou leite vegetal, juntem o vinho do Porto e restantes ingredients, batam num misturador um com uma varinha mágica. (Uma receita numa frase, deve ser um record)

Alergias, intolerâncias e frescura generalizada. E o bolo com o qual sonho há anos

Corre a história de que Gordon Ramsay serviu caldo de galinha a um vegetariano e ainda se riu do facto que entretanto esclareceu tratar-se apenas de uma brincadeira. Eu duvido.

Nas cozinhas profissionais  todos os clientes com dietas diferentes do bife grelhado banhado em manteiga são olhados como  extraterrestres.

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Desde que assentei arraiais nos restaurantes que tenho sido eu a tratar das refeições dos chamados “clientes especiais”. Vegetarianos, vegans, alergias, intolerâncias, e infelizmente e acima de tudo, frescuras.

Acho que sou a única que aceita esta situação como um desafio e tem algum cuidado no que servimos por exemplo aos nossos clientes vegans.

Ninguém escolhe ter determinada alergia, e infelizmente já passamos por situações que podiam ter terminado mal, como por exemplo um cliente alérgico à proteína do leite, que foi identificado pelo empregado de mesa como tendo intolerância à lactose, vegans que são confundidos com vegetarianos….

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A mim não me aborrecem as escolhas que todos temos o direito de fazer no que diz respeito à nossa alimentação Aborrece-me que pessoas que sabem de ante mão que vão comer algo que não existe no menu, não deixem um pequeno aviso quando marcam mesa.

Aborrecem-me os intolerantes à lactose que nos fazem preparar um molho só para eles porque  o do menu contem manteiga, que atacam uma sobremesa cheia de natas e leite sem pestanejar. (isto depois de lhes terem sido oferecidas as opções sem lactose).

Nao há serviço nos restaurantes em que não sirvamos uma mão cheia de clientes com alguma alergia.

Era esta a situação quando eramos miúdos? Havia na altura pessoas que “nao se davam com o leite”, que “não faziam bem a digestão de…”

Hoje tudo são alergias, tudo são intolerâncias, chegamos receber listas de ingredientes e produtos que não podemos usar para esta ou aquela pessoa, e nisto meus amigos, as mulheres são muito piores do que os homens.

Nenhum restaurante  pode fazer um molho bechamel decente, e temos de optar por engrossar todos os molhos à custa de farinha  maizena ou de batata.DSC_0543

 

É claro que sofrer de uma séria alergia a “nuts” ou marisco é grave, e como profissionais nunca tomamos estas situações de ânimo leve, mas há também muita frescura, querer ser-se especial e infelizmente estar na moda.

Uma das meninas do serviço tem uma lista de alergias maior do que o menu, tudo desde especiarias a pimentos e claro intolerância à lactose. Todos os dias temos de lhe preparar uma refeição especial, excepto se for o meu curry, (nao digo mais nada), e os seus dois cappuccinos diários.

Deixem-me só antes de terminar este desabafo, dizer-vos que de entre todos os clientes com opções diferentes, e não estou aqui a referir alergias, nenhuns são tao easy going como os vegans.

Eu venho muitas vezes à sala de jantar falar com eles directamente para adaptar o que vou cozinhar aos seus gostos e a resposta que mais oiço é “Podes fazer qualquer coisa desde que seja vegan, não te preocupes.”

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O bolo de hoje não é vegan, mas é saboroso e ando há anos a sonhar com ele.

É  o bolo de clementinas que vi a Nigella fazer num programa há imensos anos. O tema era ai  e tal, fazemos o bolo de noite para comer no outro dia, e eu lembro-me de pensar, então esta rapariga com duas crianças a dormir esta a usar o processador de alimentos durante a noite?!

Fácil, fácil fácil e maravilhoso como só a Nigella sabe fazer. Fofinho e leve, pouco doce e muito aromático. Os meus clientes com alergia ao glúten já têm a sobremesa escolhida.

 

Bolo de clementinas e amêndoa da Nigella – sem glúten e sem lactose

 

Ingredientes:

  • 375 g de clementinas com casca
  • 6 ovos grandes
  • 225 g de açúcar (usei apenas 200)
  • 250 g de farinha de amêndoas
  • 1 colher de chá de fermento em pó (nao usei e nao fez diferenca)

 

Preparação:

Na véspera ou 3 horas antes de preparar o bolo, cozam as clementinas inteiras  durante 2 horas, escorram a água, deixem arrefecer.

Aqueçam o forno a 170°C (190°C segundo a Nigella).

Barrem uma forma com óleo ou manteiga ou margarina.

Num processador de alimentos batam as clementinas inteiras, casca e tudo, acrescentem os restantes ingredientes e voltem a bater.

Deitem o preparado na forma e levem ao forno aproximadamente 40 minutos ou até o centro do bolo estar cozido.

Deixem arrefecer, desenformem e sirvam.