Bread baking day e um pão lindo de morrer

Bem sei que está calor por aí e que de facto não apetece muito ligar o forno nem passar muito tempo na cozinha. Mas pensem  no sucesso que vão fazer quando aparecerem na praia ou  num piquenique de amigos com sandes deste pãozinho tingido de cor-de-rosa.

A massa é muito simples e feita com farinha de trigo e um pouco de fermento de padeiro, o sabor da beterraba é  quase imperceptível, e por isso mesmo que não partilhem comigo a paixão por este vegetal, não deixem de experimentar esta receita.

Preparei a massa toda usando o meu processador de alimentos, é a forma mais simples de fazer a receita, mas podem ralar as beterrabas e fazer a massa à mão ou com a batedeira.

Aproveito esta sugestão para participar no BBD#50  que este mês tem como tema Pães com vegetais e está a decorrer até dia 1 de Junho no blogue From Snuggs Kitchen

A quantidade de farinha pode variar um pouco dependendo das vossas beterrabas, a massa deve ter a consistência de uma massa de pão normal, macia e leve.

Ingredientes: ( um pão de aproximadamente 500 gramas)

  • 170 gramas de farinha de trigo integral
  • 150 a 200 gramas de farinha de trigo para pão  (um pouco mais para a bancada)
  • 1 colher de chá meio cheia de fermento de padeiro em pó/granulado dissolvido num pouco de água tépida
  • 2 dl de água
  • 2 colheres de chá de sal
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 180 gramas de beterrabas raladas (beterrabas cruas)

Preparação:

Ralem as beterrabas, reservem.

No tigela do processador e usando a lamina ou pá de amassar, coloquem  170 gramas de cada farinha, o sal, azeite, água e o fermento dissolvido.

Processem até a massa se descolar das paredes da tigela. Acrescentem as beterrabas e voltem a processar.

Coloquem a massa numa superfície levemente enfarinhada,  se acharem o preparado demasiado húmido, acrescentem aos poucos farinha e amassem bem. O resultado final deve ser uma massa leve e maleável, que não se pega demasiado às vossas mãos.

Deixem a massa repousar numa tigela levemente untada com azeite durante 45 minutos ou até que duplique de volume.

Cuidadosamente deixem a massa escorregar da tigela para a vossa bancada. Com as pontas dos dedos apertem a massa de modo a que esta perca um pouco de ar.  Dêem à massa um formato arredondado.

Coloquem a massa no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal. Deixem a massa levedar mais 30 minutos.

Aqueçam o formo a 210 ºC.

Com uma lâmina ou faca muito afiada façam um cortes na superfície da massa.

Cozam durante aproximadamente 45 minutos. Para testar se o pão está cozido, retirem-no do forno, virem-no sobre um pano e com os nós dos dedos batam na parte de baixo do pão. Devem ouvir um som seco e quase oco.

Este teste pode parecem complicado, mas vão ver que com prática se torna quase instintivo.

Não se esqueçam de deixar o pão arrefecer bem antes de o cortar em fatias!

Semlor de Chocolate e polkagris /Chocolate & polkagris semlor BBD # 47

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E antes que o mês termine e eu deixe passar mais uma data de publicação dos grupos e desafios que costumo seguir, aqui fica a minha participação no Bread Baking Day #47 que decorre em Fevereiro em casa da Lisa e tem como tema: Pão e Chocolate. (Quando era miúda  havia umas tabletes de chocolate que se chamavam “Coma com pão”, alguém se lembra delas?)

Para este desafio preparei como já vos havia dito, semlor com chocolate e polkagris. Penso que as semlor dispensam já apresentação aqui na Padaria e até em Portugal. A minha tia telefonou ontem a contar-me que as tinha comido no Ikea e estavam duras e secas! Que vergonha senhores do Ikea português, a darem mau nome a este pãozinho tão delicioso…

Os rebuçadinhos que usei, chamam-se polkagris(ar), e sabem a hortelã-pimenta, um dos maiores amigos do chocolate :)

Os polkagrisar  são muito tradicionais na Suécia onde foram inventados em 1859 por uma viúva pobre a tentar reconstruir a sua vida. “polka” é o nome de uma dança, e “gris” significa “porco”, e era também a palavra para “candy” no século XIX. Pensa-se que o nome polka estará ligado à forma como estes doces se fazem, esticando e torcendo o açúcar. Existem polkagrisar de vários formatos, tamanhos e cores, mas os mais tradicionais são os vermelhos e brancos em feitio de bengalinha.

Se esta é a vossa primeira visita à Padaria, podem ler mais sobre semlor aqui e aqui. Convido-vos também a visitar o blogue da Pami que fez a versão Islandesa destes bolos.

A receita de semlor de hoje é a mistura de várias ideias que vi na revista Baka.

Ingredientes (24 semlor)

Para a massa:

  • 2 ½ dl de leite
  • 25 gramas de fermento de padeiro fresco (1/2 pacote de fermento de padeiro seco)
  • 100 gramas de açúcar
  • 1 colher de chá de sal
  • 2 colheres de chá de cardamomo em pó
  • 420 gramas de farinha de trigo
  • 100 gramas de manteiga

Para o ganache:

  • 2 dl de natas
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 1 pitada de sal
  • 250 gramas de chocolate amargo

Para o creme:

  • 4 dl de natas
  • Icing sugar (ao vosso gosto)
  • Polkagrisar picados
  • 1 colher de sobremesa de cacau em pó

Preparação:

As semlor:

Dissolvam o fermento num pouco de água tépida.

Aqueçam o leite com o sal e o cardamomo.

Numa tigela grande coloquem a farinha, o açúcar, a mistura do leite e do fermento e a manteiga em cubinhos, amassem bem até a massa de descolar da tigela. Deixem levedar 45 minutos. Dividam a massa em bolinhas e coloquem-nas num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal. Levedem durante 25 minutos. Cozam no forno pré-aquecido a 22ºC, durante 2 a 7 minutos. (Depende do tamanho das semlor, por isso testem uma passados 5 minutos.

Enquanto as semlor arrefecem, preparem o ganache e o creme:

Para o ganache:

Aqueçam as natas com o mel e o sal. Deitem-nas sobre o chocolate picado, misturem até o chocolate derreter.

Para o creme:

Batam as natas em chantilly, adocem a gosto com o icing sugar misturado com o cacau. Acrescentem os polkagrisar.

Cortem as tampinhas das semlor e com uma colher ou garfo, retirem o miolo. Recheiem com o ganache. Decorem com o creme e os polkagrisar, reservem no frigorífico até servir.

BBD was hosted this month by Lisa who invited us to a delicious theme – Bread with chocolate.

I prepared a new version of a very traditional Swedish bun, the semla. I´ve only posted the recipe in Portuguese, but you can use the translation button (cookies on the right bar), or contact me if you  need any help. I have also published other recipes of semlor that you can read here and here.

A Portuguese baker living in Iceland,  published this month a different take on these bun/cakes, made with puff pastry, that you may you really really want to check. (She will translate it for you if you need help)

 A semla (or)  or fastlagsbulle (ar) is a traditional pastry made in various forms in Scandinavia  associated with Lent and especially Shrove Monday or Shrove Tuesday. You can read more about the origin and history of semlor here.

In Sweden the traditional semla is  a cardamom-spiced wheat bun which has its top cut off and insides scooped out, and is then filled with a mix of the scooped-out bread crumbs, milk and almond paste, topped with whipped cream. The cut-off top serves as a lid and is dusted with powdered sugar. (I´ve been told by my Swedish husband that the lid is called  “hat”, and we should use it as a spoon to eat to whipped cream. )Instead of almond paste, I used chocolate ganache and chocolate and polkagris.