Na marmita esta semana – Almôndegas, e não são suecas!

Mais uma deliciosa marmita que podem adaptar aos vossos gostos e necessidades. Fazer estas almôndegas em casa é muito mais fácil do que podem imaginar e é uma forma de saber que tipo de carne se está realmente a comer, e controlar a quantidade de sal dos alimentos.  O viking gosta de almôndegas com uma mistura de carne de vaca e porco, mas podem combinar o tipo de carnes que mais apreciarem. Já as tentei preparar sem pão ralado,  para uma versão low-carb da receita, mas desmancham-se imenso e fazem umas marmitas menos bonitas.

A curry paste, ou pasta de caril, vende-se também em Portugal,  se não gostam de comida “hot”  acrescentem-na em doses pequenas aos vossos cozinhados.Em vez de leite de coco, podem usar iogurte natural, notem no entanto que o iogurte  congelado pode talhar o molho da vossa marmita. Para me assegurar de que depois de descongelada e aquecida no micro-ondas, a marmita continua com bom aspecto, e com os legumes inteirinhos e saborosos, cozinho-os separadamente.

Ingredientes:

Almôndegas:

  • 450 gramas de carne picada
  • 2 colheres de sopa de pão ralado
  • 1 ovo batido
  • 1 colher de chá de pasta de caril vermelho

Estufado:

  • 2 pimentos
  • 1 cebola média
  • 1 dente de alho
  • 1 courgette
  • 2 cenouras
  • 1 lata de leite de coco
  • 1 fio de azeite
  • 1 colher de chá de pasta de caril
  • Sal (eu não uso porque a pasta de caril  é bastante salgada)

Para servir: lima e chili fresco

Preparação:

Comecem com as almôndegas:

Numa tigela grande misturem bem todos os ingredientes. Formem bolinhas com a carne e fritem-nas (é quase grilhar) numa frigideira anti-aderente em lume médio.  Eu não uso qualquer gordura na frigideira, mas se estão a preparar almôndegas com carne muito magra, talvez precisem de acrescentar um pouco de azeite.

Num tacho  coloquem a cebola cortada em meias luas, 1 colher de azeite e o dente de alho esmagado, cozinhem em lume médio até as cebolas estarem macias. (Muito cuidado com o uso de cebolas e alhos nas marmitas, certifiquem-se sempre de que estão bem cozinhados! Nada pior do que uma reunião com pessoas a cheirar a alhos!) Retirem do tacho e reservem.

Voltem a levar o tacho ao lume, com os pimentos cortados em tirinhas. Eu não acrescento gordura, mas vou agitando o tacho de modo a que os pimentos ao cozinhar quase se transformem em pimentos assados.  Retirem do tacho e reservem.

No mesmo tacho coloquem as cenouras e cozam-nas em pouquíssima água. Quando estiverem meio tenras, juntem o leite de coco, a pasta de caril, os restantes legumes e a courgette que vai cozer muito rapidamente. Acrescentem as almôndegas, rectifiquem os temperos e deixem apurar uns minutos.

Sirvam ou congelem decorado com umas tirinhas de chili fresco e raspa da casca de lima. (Nas marmitas do viking vai também um pouco de lima fresca que ele tira da caixa antes de aquecer a comida no micro-ondas, e espreme sobre as almôndegas antes de servir.)

Panna cotta de Pandan – uma receita para a Maria

No mês em que se celebra o quarto aniversário da Tertúlia de Sabores, a Moira convida-nos a ajudar a Maria, uma jovem voluntária das Nações Unidas em Timor. A despensa e utensílios de cozinha de que a Maria dispõe são reduzidos, e é com eles que devemos também nós preparar em nossas casas receitas que possam auxiliar e talvez inspirar  esta jovem a tornar as suas refeições mais saborosas e diversificadas.

Aqui na Padaria era quase obrigatório participar com uma sobremesa e por isso escolhi preparar Panna  Cotta de Pandan, a mistura entre uma sobremesa que todos conhecemos e um sabor novo e diferente tradicional da zona onde se encontra a Maria.

O pandan, conhecido também por “baunilha asiática”, é um planta muito utilizada na preparação de sobremesas  do Sudeste Asiático. Na Suécia podemos por vezes comprar folhas de pandan em supermercados que importam produtos asiáticos. Para esta sobremesa utilizei gelatina de pandan, feita com agar-agar que trouxe de Londres. (Sim, eu venho das minhas viagens com as malas cheias de comida….) Em Portugal não sei realmente se vão conseguir encontrar, mas penso que este será um sabor de gelatina que a Maria conseguirá comprar  em Timor.  É um pouco difícil descrever o sabor de Pandan. É leve e agradável, fresco, para mim assemelha-se a abacate, outras pessoas dizem que sabe a coco, arroz de jasmim, folhas de banana…

Fiz a minha sobremesa em camadas, dividindo o pacote de gelatina em 3 partes (usei colheres de sopa), mas é um trabalho desnecessário. O agar-agar solidifica à temperatura ambiente, não necessitando de horas de frigorífico, o que pode ser conveniente no caso da Maria. A primeira vez que tentei esta receita segui a indicação da quantidade de líquidos da embalagem de gelatina, e acabei com uma panna cotta que podia ser utilizada como mini-trampolim, por isso aumentei a percentagem de leite e natas  nesta versão da receita.

Na produção desta receita não foram utilizadas copos medidores, balanças,  nem  nenhum dos luxos a que estamos habituados no nosso dia-a-dia.

Atenção que estou a indicar uma receita que usa agar-agar e portanto é feita ao lume. Para outros tipos de gelatina sigam as indicações do pacote.

Utensílios/Equipamento

  • Fogão
  • Copos para servir
  • Um tacho
  • 1 colher
  • 1 faca para abrir o pacote e cortar a fruta

Ingredientes:

  • Gelatina de pandan
  • Natas e leite (uso uma mistura 50/50 dos dois)
  • Fruta para decorar

Preparação:

O pacote de gelatina tem indicada a quantidade de líquido que devem utilizar. Substituam a água por leite e natas. Eu uso mais 50% de líquidos do que a  recomendada. Se por exemplo o pacote indicar 4 dl, utilizem 6 dl, ou a panna cotta acabará por ficar muito dura. (Em especial para a Maria: 1dl = 8 colheres de sopa)

Num tachinho levem ao lume as natas e o leite. Quando começar a ferver deitem sem parar de mexer a gelatina, cozinhem durante 2 minutos. (É contar até 120… ;) ). Retirem do lume e deitem o preparado em taças ou copinhos (imagino que nas chávenas de chá no caso da Maria). Deixem arrefecer, decorem com fruta e sirvam.