Berlim III – museus e feiras de Natal

  Começámos a nossa sexta-feira com o pequeno-almoço em Alexanderplatz onde se pode também ver a Berliner Fernsehturm, a torre da televisão alemã, a construção mais alta do país com 368 metros.

Daqui caminhámos para um dia dedicado quase exclusivamente à Segunda Guerra Mundial. Visitámos primeiro o Deutsches Historisches Museum – Museu  de História de Berlim.

Passámos a manhã  em duas exposições, a permanente com aspectos da História da Alemanha da Idade Média aos nossos dias. O viking e eu evitamos tirar fotografias em museus, com os vidros e luzes de protecção acabam por ficar sempre mal, mas  a padeira em mim não resistiu.

 

A segunda exposição que visitámos abriu agora e documenta a subida de Hitler ao poder. Nesta, por causa de grupos neo-nazis há mais segurança e é proibido fotografar.

O viking tem uma fixação na Segunda Guerra Mundial, e vê tudo com um certo distanciamento científico, mas para mim foi difícil.

Depois de almoço ainda fomos à Topografia dos Horrores – o nome diz tudo – mas eu já não quis ver mais nada, sentei-me num banco a ler os meus guias e deixei o viking a ver a exposição sozinho.

  (Nem tirei fotografias mas deixo aqui o link)

 

Outro ponto obrigatório de qualquer turista em Berlim é Checkpoint Charlie – o local que durante a Guerra fria marcava a fronteira entre a cidade dividida.

A noite foi mais leve, passada numa das muitas feiras de Natal de Berlim. Bebemos vinho quente e claro, como todos os locais, comemos salsichas!!

  

  

 

 

Glögg – vinho quente sueco

Glögg – vinho quente sueco – receita

 

O Glögg é a bebida mais tradicional do Natal sueco, e com a neve e o frio que aqui temos, bem precisamos de algo que nos aqueça quando chegamos a casa. Há imensas variedades de Glögg, algumas receitas até sem álcool. Todos os anos surgem novas combinações de sabores que o viking e eu vamos experimentando. Na Suécia compramos geralmente o Glögg já pronto, mas é demasiado doce para o meu gosto.  Podemos também fazer Glögg em casa, deixo-vos a receita sueca que habitualmente uso quando estou em Portugal. Esta bebida deve consumir-se quente! Como em Portugal não temos um recipiente próprio para manter o Glögg quente, usamos o tachinho do fondue, com uma pequena concha para servir. É um sucesso garantido. Algumas pessoas colocam passas e amêndoas picadas no copo em que servem a bebida.

Receitas – (podem variar as quantidades de álcool ao vosso gosto)

Ingredientes:

7,5 dl de vinho tinto

2 dl de vodka (ou outra bebida branca, a aguardente é também muito comum aqui)

5 colheres de  sopa de açúcar

2 paus de canela

6 cravinhos

1 colher de sopa de sementes de cardamomo

Cascas e sumo de duas laranjas

Preparação:

Misturem todos os ingredientes, excepto a vodka, num tacho  grande. Tapem-no e deixem a ganhar sabor algumas horas ou de um dia para  o outro. Antes de servir juntem a vodka e aqueçam o glögg. Passem a bebida por um passador antes de servir. Guardem as sementes e canela, podem voltar a misturá-las no glögg para ganhar ainda mais sabor para o dia seguinte.

Festejar o advento na Suécia – Glögg e bolachas de especiarias.

Festejar o advento na Suécia  – Glögg e bolachas de especiarias.

Quatro semanas antes do Natal, começamos a festejar na Suécia o período do Advento. Os elementos essências destes festejos são o castiçal com quatro velas, o glögg – vinho quente sueco – e as pepparkakor – bolachas de especiarias.

Cada domingo, das quatro semanas que antecedem o Natal, acendemos uma vela, aquecemos glögg e abrimos a caixa das bolachas de especiarias. Aqui está um pouco mais de informação sobre o significado deste castiçal/coroa de velas, que eu desconhecia completamente.

“As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho.  Recorda-nos  a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda  a escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei David que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.”

Pepparkakor com amêndoas (ssk7)

Pepparkakor com amêndoas

Podem ler mais sobre o que significa Pepparkakor aqui.

A receita original chama-se Skurna Pepparkakor, porque nesta receita a massa é cortada em fatias e não estendida e cortada nas figuras tradicionais.

Depois da massa preparada podem guardá-la por duas semanas no frigorífico antes de cozer as bolachinhas.

Retirei a receita do livro Sju sorters kakor do qual já vos falei.

Ingredientes: (para 75 bolachas!!eu fiz apenas metade da receita)

  • 125 gramas de amêndoas sem pele e picadas
  • 200 gramas de manteiga ou margarina
  • 180 gramas de açúcar
  • 1 dl de xarope (vejam alternativas aqui) – eu usei o “vit sirap”
  • 350 gramas de farinha
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres de chá de gengibre em pó
  • 2 colheres de chá de canela
  • 1 colher de chá de cravinho em pó

Preparação:

Trabalhem todos os ingredientes numa superfície ligeiramente enfarinhada até obterem uma massa moldável. Dividam-na em duas partes e formem rolos. Envolvam-nos em película aderente, ou papel vegetal e guardem-nos no frigorífico algumas horas. (Eu deixei na minha marquise, está a nevar, durante a noite)

Com uma faca bem afiada cortem os rolos em fatias e coloquem-nos em tabuleiros de ir ao forno forrados com papel vegetal. Cozam as bolachinhas durante aproximadamente 12 minutos no forno a 175*C.

NOTA: Da grossura das bolachas depende o tempo no forno. A receita original diz que devemos cortar a massa em fatias finas –  12 minutos no forno. As minhas tinham 1cm de grossura e demoraram no forno por volta de 15 minutos.

Xarope, melaço, mel

 

Muitas receitas suecas usam “sirap” com um dos ingredientes fundamentais. É um xarope de açúcar muitíssimo comum aqui em quatro variedades: branco, claro, escuro e xarope para pão. Podem ver receitas maravilhosas no site de onde tirei esta imagem. (em inglês)

Em Portugal desconheço a existência destes xaropes, proponho portanto os substitutos que me parecem mais próximos do sirap sueco. Se algum cliente tiver outras sugestões, ou souber onde podemos comprar estes xaropes em Portugal, ou no Brasil, agradeço.

     Melaço – é a vossa melhor opção, compra-se no Contiente. Eu tenho um frasco de melaço português e já o usei, com bons resultados, para fazer Pepparkakor.

      Mel

     Xarope de ácer – é o que os americanos usam nas panquecas. Lembro-me que em Portugal se vendia no Celeiro.