Gelado de abacate e lima com geleia de vinho do Porto

 
 
, Inspirei-me na minha forma favorita de comer abacate,  fresquinho, com sumo de lima/limão, açúcar e vinho do Porto. Para isso criei um gelado de abacate e lima, servido com uma geleia de vinho do Porto. É original e absolutamente delicioso! O gelado é muito simples de se fazer, e como o abacate já tem gordura mais do que suficiente para lhe dar a cremosidade necessária, optei por não usar natas na receita.
 
 

 

 

Ingredientes:

Gelado: (4 a 6 pessoas)

  • 3 abacates maduros
  • 4 dl de leite
  • Sumo e raspa de meia lima
  • 3 colheres de sopa de açúcar

Geleia de vinho do Porto:

  • 1 dl de vinho do Porto
  • 1 dl de água
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 pau de canela
  • 1 folha de gelatina

Preparação:

Descasquem e limpem os abacates, triturem todos os ingredientes  no processador de alimentos  ou usando a varinha mágica, até obterem um creme macio.

Gelem seguindo as instruções da vossa sorveteira ou coloquem o gelado numa tigela normal e enquanto este congela retirem-no várias vezes do congelador e batam-no com uma batedeira eléctrica

Para a geleia:

Num tachinho levem ao lume a água, pau de canela, e açúcar, deixem ferver uns minutos, acrescentem o vinho do Porto. Retirem do lume. Amoleçam a folha de gelatina em água fria, escorram-na bem e adicionem-na ao preparado anterior. Levem ao frigorífico até solidificar.

Antes de servir decorem o gelado com a geleia cortada em pedacinhos.

 

 

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Ananás grelhado com iogurte e chili

 Quando penso em doces com menos calorias, ou em versão low carb, evito sempre que possível, como estava na moda há uns anos, substituir simplesmente o açúcar por adoçante nas receitas.
 Para vos ser honesta nunca percebi bem o sucesso de alguns livros de receitas estilo “ Doces sem açúcar”. Na minha opinião a ideia de uma mousse de chocolate cheia de natas e manteiga, mas feita com adoçante, é um perfeito disparate. Acho que sobremesas diferentes, com produtos simples e verdadeiros, em que se fazem realçar os sabores naturais de cada ingrediente, são muito mais saudáveis e interessantes!
É o caso deste ananás grelhado com um dip de iogurte, a mistura com o chili pode parecer um pouco estranha, mas acreditem que resulta pois intensifica o sabor do ananás tornando-o mais doce.
 

 

 Eu uso iogurte turco como 3,5% de gordura, podem substitui-lo por iogurte grego. Com iogurte magro, acredito que a sobremesa perca um pouco da sua riqueza e se pareça mais com um pequeno-almoço.

Ingredientes:

  • 1 ananás
  • 2 dl de iogurte turco 3,5% de gordura
  • 1 pitada de chili em flocos
  • 1 colher de sopa de mel

Preparação:

Aqueçam o vosso grelhador.

Descasquem e limpem o ananás, cortem-no em fatias com aproximadamente 2 cms de grossura.

Grelhem o ananás dos dois lados, não é preciso qualquer tipo de gordura.

Para o dip basta colocar o iogurte em tacinhas e polvilhar com os flocos de chili. Eu não acrescento açúcar ou mel ao iogurte, mas fica ao vosso critério.

Pincelem o ananás depois de pronto e ainda quente com o mel e sirvam com o dip de iogurte.

Daring Bakers Março 2011 – Bolo recheado com merengue

Scroll down for the English translation.

O desafio deste mês foi proposto pela Ria – Ria´s Collection e pela Jamie  – Life´s a Feast. A receita pode parecer complicada, mas eu tentei ser tão clara e simples quanto possível. O bolo tem três componentes: uma massa lêveda, um merengue, e um recheio. Para o recheio podíamos optar por uma das duas versões propostas: a Jamie  sugeriu um recheio com chocolate,, e a Ria, propôs aromas da Índia,  ou escolher o nosso próprio recheio.

 Eu optei por combinar alguns sabores da cozinha sueca. Desta forma acrescentei um pouco de açafrão à massa (como nos lussekatter) e para o recheio usei massa de amêndoa e doce de lingon. Podem  ler as receita originais, sugestões e ver os magníficos resultados e interpretações de todos os participantes aqui. Vale a pena! É um bolo delicioso.. Durante a cozedura o merengue derrete tornando a massa muito mais leve e sem ter aquele aspecto algo seco dos bolos para o café ou lanche. Podem fazer o bolo de véspera, o meu está há dois dias dentro do forno desligado e continua fofo e lindo. Se vão receber visitas para o lanche, garanto-vos que esta receita vai fazer sucesso.

 

A receita e indicações que se seguem são as da minha versão:

Para o bolo:

  • 300 gramas de farinha
    25 gramas de açúcar
    ½ colher de chá de sal
    ½ pacote de fermento de padeiro em pó (10 gramas de fermento de padeiro fresco)
    90 ml de leite
    30 ml de água
    70 gramas de manteiga à temperatura ambiente
    2 gemas
  • 0,5 gramas de açafrão da melhor qualidade

 Para o merengue:

  • 2 claras
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de baunilha
    75 gramas de açúcarPara o recheio:
  • 200 gramas de massa de amêndoa
  • 1 dl de doce de lingon
  • 

Preparação:

O bolo:

Aqueçam o leite juntamente com o açafrão, e a manteiga até esta estar derretida.

Deixem arrefecer a mistura um pouco, juntem a água.Quando este preparado estiver morno, dissolvam nele o fermento de padeiro.

Numa tigela grande combinem o açúcar, metade da farinha e o sal. Usando uma batedeira com a pá “ gancho” em velocidade reduzida, vão acrescentado o preparado líquido a esta mistura, até que esteja tudo bem incorporado. Aumentem um pouco a velocidade da batedeira, acrescentem as duas gemas (reservem um pouco na tigela para mais tarde pincelar o bolo) e a restante farinha, batendo  a massa por mais 5  minutos.

Deixem a massa levedar até duplicar de volume ( 45 minutos a uma hora)

Preparem o recheio – Abram o frasco de doce e desfaçam um pouco a massa de amêndoa. J

Preparem o merengue:

Batam as claras em castelo com a pitada de sal, aos poucos e sem parar de bater acrescentem os açúcares até oberrem um merengue.

Montagem:

Forrem um tabuleiro grande de ir ao forno com papel vegetal.

Por ser mais fácil aconselho-vos a estender a massa directamente no tabuleiro, até esta ter a forma de um rectângulo (51 x 25 ½ cm)  . Cubram a amassa com o merengue e o restante recheio. Com muito cuidado enrolem a massa como se fosse uma torta. Podem cozer o bolo assim ou dar ao bolo a forma de uma coroa ( como o nosso bolo-rei.) Com uma faca façam uns cortes na superfície da massa de modo a que se veja o merengue. Pincelem o bolo com o resto da gema. (Se se esqueceram e já lavaram a tigela, não faz mal.) .

Deixem a massa levedar durante mais 30 minutos antes de cozerem o bolo no forno pré-aquecido a  180ºC durante 25 a 30 minutos.

Nota: Não se assustem se o merengue começar a sair do bolo enquanto o estão a enrolar, quando for ao forno derrete e fica com um aspecto lindo.

First my special thanks to Jamie and Ria for this wonderful challenge and congratulations to all the bakers for all your different and interesting takes on this challenge. I can’t wait to try it again, maybe a savory version with cheese and onions, or some pizza flavors.
This was a complicated month, we are only 2 home, I eat very little and hubby is on a low carb diet!
I didn’t want to miss the challenge so I baked a really small cake, with 150 grams of flour and 1 egg white for the meringue.
I chose Swedish flavors for my cake, I added saffron to the dough, and as a filling I used marzipan and lingon jam.  You can read  more about the traditional Swedish saffron buns here. I have also baked them last December, you can see the recipe here. Marzipan is also very common in Swedish cakes and desserts, I think it is an influence from Germany. We buy marzipan, “mandelmassa” by the kilo!
I have tasted my cake and it is truly delicious, very soft and light and with the deep rich  flavor of saffron. I can’t wait for the next challenge!

Conte-me a sua receita – Tarte de amêndoa da Farmor

Se esta é a vossa primeira visita à Anasbageri, leiam por favor o Sobre Mim.
Com este post participo no desafio conte-me a sua Receita, promovido pela Rádio Televisão Portuguesa em colaboração com o  Cinco Quartos de Laranja,    e que  tem como tema as receitas dos anos 60 e 70.
 
 
 
 
 

A língua sueca, ainda que não tão rica como o português, tem, tal como outras línguas escandinavas, uma enorme diversidade de palavras relativas ao campo lexical da “família”. Se em português podemos escolher entre as opções “tio” e “tia” em sueco são-nos apresentadas as seguintes variantes: Farbror – irmão do pai; Faster – irmã do pai; Moster – irmã da mãe; Morbror – irmão da mãe. O mesmo se repete com todas as relações familiares, mormor e morfar são os avós maternos, farmor e farfar os paternos.

A minha irmã e eu no quintal da Farmor

A minha farmor herdou da sua mãe, cozinheira num hotel em Lisboa, a mão para a cozinha. Não a visitávamos assiduamente, e talvez por isso os almoços em casa dela e do farfar, eram para eles, motivo para muitas horas de preparação e esmero.

Comíamos na casa de jantar, usando os copos e pratos do serviço. Ao chegarmos éramos invariavelmente recebidos pelo cheiro de frango assado no forno com limão e batatas fritas pála-pála caseiras. A farmor, que se tinha levantado às seis da manhã e passado horas agarrada ao mandolim, estava sempre “nas estopinhas” e corria connosco da cozinha para a sala ou o quintal enquanto ela acabava o almoço.

O farfar preparava entretanto a bebida das crianças, capilé. Quando nos sentávamos à mesa podíamos ver, já no aparador entre as peças de loiça Bordalo Pinheiro, a sobremesa, Tarte de amêndoa.

 O sabor desta tarte, comida nos pratinhos de cerimónia da minha avó, enquanto os meus pais bebiam café feito numa máquina complicada e eléctrica com uma torneirinha que me fascinava tanto quanto os pratos com quadrinhas populares que enfeitavam as paredes da casa de jantar, é um dos quadros de plena felicidade que guardo da minha infância. Por isso, por receio de  poder   manchar estas imagens que me acompanham há trinta anos, muito raramente faço esta tarte, mas nesta ocasião em que celebramos as memórias mais saborosas da nossa vida, não quis de deixar de a partilhar convosco..

Ingredientes: (para uma forma de tarte ou 6 forminhas individuais)

Para a tarte:

  • 120 gramas de farinha
  • 100 gramas de açúcar
  • 150 gramas de manteiga
  •  ½ dl de leite
  • 2 ovos
  • 1 colher de chá de fermento em pó

Para a cobertura:

  • 75 gramas de manteiga
  • 90 gramas de açúcar
  • 2 colheres de sopa cheias de farinha
  • 2 colheres de sopa de leite
  •  150 gramas de amêndoas grosseiramente picadas.

Preparação:

 Começamos com a massa:

Aqueçam o forno a 175ºC. Barrem as formas.

Batam o açúcar com a manteiga amolecida, adicionem os ovos e continuem a bater até obterem um creme leve e fofo. Incorporem, sem bater, a farinha misturada com o fermento e o leite. Deitem a mistura na forma/as e levem ao forno. Passados dez minutos comecem a preparar a cobertura.

Cobertura:

Misturem todos os ingredientes num tachinho e cozinhem, mexendo sempre, em lume médio até a mistura engrossar e começar a despegar do tacho.

Desliguem o lume e reservem.

Retirem a tarte do forno e cubram-na com a mistura que acabaram de preparar.

Coloquem-na de novo no forno até a cobertura estar douradinha e a tarte completamente cozida, o que demora aproximadamente mais 25 minutos.

Mousse de limão e cardamomo

 O BSI está esta semana a decorrer em casa da Heather e o ingrediente secreto escolhido por ela foi limão. Para participar procurei uma receita que nunca tivesse experimentado no site de Martha Stewart, com quem partilho a paixão por este fruto.  O resultado foi uma mousse leve e cremosa, onde sobressai o sabor e intenso aroma do limão, uma receita a repetir muitas vezes.
A receita original em inglês pode ser lida aqui, a minha versão tem algumas alterações. Usei menos açúcar e em vez de lima, acrescentei uma pitada de cardamomo em pó.
 
 
 

Ingredientes:

  • 6 colheres de sopa de manteiga
  • 200 gramas de açúcar
  • 2 ovos inteiros + 2 gemas
  • 1,25 dl de sumo de limão
  • 1 colher de chá de raspa de limão
  • 3,75 dl de natas
  • 1 pitada de cardamomo
  • 

Preparação:

Comecem com o lemon curd:

Num tachinho misturem a manteiga, os ovos e as gemas, 150 gramas de açúcar, o sumo  de limão e o cardamomo. Levem ao lume mexendo sempre até engrossar,  o que vai demorar uns 8 minutos. Não deixem ferver e não parem de mexer.

Retirem do lume, passem o creme por um passador de rede fina, misturem a raspa de limão e reservem no frigorífico tapado com um pouco de película aderente.

Esperem até o creme estar completamente frio. Batam as natas com o restante açúcar, e envolvam cuidadosamente a mistura no creme de limão.

Deitem em tacinhas, decorem com um pouco de chantilly e mais raspa de limão e guardem no frigorífico até ao momento de servir.