bolos e sobremesas

Sonhos a preto e branco e um bolo amarelinho

Há alguns anos atrás era comum dizer-se que sonhamos a preto e branco e que as cores eram pintadas por nós no momento em que revíamos as imagens do sonho. E quando sonhamos com comida? Saboreamos realmente os alimentos que comemos enquanto dormimos? Ao acordar, é da experiência do sonho, ou da nossa mais vasta memória gustativa  que nos lembramos?

Sonhei com um bolo. Lembro-me dele sobre a mesa, não sei em que casa ou quando, pareceu-me um pudim com as suas paredes amarelinhas e arredondadas, e só quando olhei para a fatia no prato me apercebi que era um bolo de amêndoas e limão. Limão e avelãs, foi-me dito. Não sei quantas fatias de bolo comi, mas espero que tenham sido muitas,  com os bolos que comemos a dormir não  nos precisamos de preocupar. Acordei ainda a sentir o cheiro do limão e o sabor das avelãs, revejo o garfo aos quadradinhos  pousado no prato vazio. Este é um bolo que queria, com calorias ou não, voltar a comer.

Usei a minha forma para pudim porque queria repetir o bolo que vi no meu sonho, mas é arriscado, A forma tem de ser muito bem barrada e polvilhada com farinha. Esta quantidade de ingredientes faz um bolinho pequeno, mas podem facilmente dobrar a receita. Usei um processador de alimentos por conveniência, mas se usarem avelãs já picadas batam o bolo com a batedeira ou até à mão. Servi o bolo com iogurte grego com limão e um pouco de icing sugar, não faz parte do sonho, mas  torna o bolo real ainda mais saboroso.

Ingredientes:

  • 3 ovos
  • 100 gramas de manteiga
  • 180 gramas de açúcar
  • Sumo e raspa de 3 limões
  • 100 gramas de avelãs picadas
  • 150 gramas de farinha de trigo
  • 1 colher de café de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de icing sugar
  • Farinha e manteiga para untar e polvilhar a forma

Para acompanhar: iogurte grego batido com sumo de limão e um pouco de icing sugar

Preparação:

Aqueçam o forno a 180ºC. Untem e polvilhem a forma.

Na tigela do processador piquem as avelãs. Juntem o açúcar a manteiga e as raspa da casca dos limões. Processem até tudo estar bem misturado. Juntem um ovo de cada vez, processando bem entre cada adição. (Atenção que os ovos não devem estar muito frios ou podem talhar o creme. O que também não vais estragar o bolo, não se preocupem.)

Retirem a lâmina do processador e usando uma colher de pau adicionem a farinha e o fermento. (Podem também usar o processador no PULSE, mas correm o risco de bater demasiado a farinha a acabar com um bolo pesadão e rijo.)

Deitem o preparado na forma e levem ao forno durante aproximadamente 45 minutos.

Misturem o sumo de limão com o icing sugar e deitem a  mistura sobre o bolo assim que este sair do forno, deixem arrefecer antes de desenformar.

12 thoughts on “Sonhos a preto e branco e um bolo amarelinho

  1. Ana, abençoado sonho que tiveste! A massa desse bolo está fantástica, irresistível! E gostei da sugestão do iogurte grego a acompanhar, uma combinação divinal de certeza:)
    Beijinhos e bom fim de semana:)

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  2. Um sonho tornado realidade 🙂 Adorei da forma usada, ficou lindo assim o bolo, e o interior perfeito. O iogurte faz companhia e abre ainda mais o apetite. Gosto destes sonhos, não são muito frequentes, mas ocasionalmente sonho com bolos, e perco-me a comer (ao menos em sonhos podemos exagerar na dose!), acabando por acordar um pouco enjoada e com sensação de saciedade 🙂
    Um beijinho.

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  3. Ana venho dizer que fiz os scones e fiquei maravilhada! Se puderes passa no meu bloque, estão lá! Uma receita fantástica, adicionei uma gema de ovo, mas segui a tua técnica. Os melhores scones que eu já comi!

    Obrigada pela partilha! 🙂

    Beijinhos

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  4. Ana

    O meu blog perdeu feeds dos blogs que não eram blogspot e faz alguns dias que não passava por aqui (só descobri este erro com o teu comentário…)
    Em relação às alheiras, estas do Barroso têm tão pouca gordura que não precisamos nem de cortar nem de picar. Se as grelharmos em lume médio raramente rebentam.
    Compreendo a vida de emigrada, lembro-me que quando vinha ao Porto levava sempre um carregamento de alheiras, farinheiras e morcelas de sangue (salgadas/doces) pois era aquilo que mais falta me fazia (para além das pessoas, claro!).

    No frio da Suécia sabe sempre bem um bolinho (tenho uma amiga que vive em Estocolmo e quando falamos das temperaturas fico sempre com os cabelos em pé!!!!)

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