A Pastelaria · bolos e sobremesas

25 anos de White Heat e uma receita para o Senhor White

               “Lots of famous chefs today don’t look whacked, because they don’t work. They have a healthy glow and a clear complexion. There is blood in their cheeks. They haven’t got burns on their wrists and cuts on their hands.” – Marco Pierre White

White Heat o mais emblemático livro de Marco Pierre White e que muitos consideram ser o mais importante livro de culinária das últimas décadas foi editado há 25 anos. Parte autobiografia, parte livro de receitas, parte playgirl, este livro marca a passagem da imagem de um chef de cozinha de um tipo gordo e gorduroso a um jovem sex symbol.

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Este foi o chef que devolveu as estrelas e mandou o guia Michelin às urtigas, que fez Gordon Ramsay chorar e que nunca deixou de usar o avental azul destinado aos commis por se considerar um eterno aprendiz.

Leiam mais sobre este aniversário e vejam algumas fotografias deste chef aqui.

Para me juntar às celebrações desta data preparei uma receita, que embora não venha publicada num dos seus livros fez tremer chefs profissionais do Materchef Uk: Crepes Soufflé

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Pensei antes de me fechar na cozinha que esta experiência não ia acabar em bem, tinha ainda na memória os chefs britânicos banhados em suores frios, a talhar o creme pat e queimar crepes, mas honestamente não é uma receita tao complicada ou impossível de pôr em prática como receava. Eu aconselho a sua preparação para um jantar especial ou romântico.
Se tiverem todos os elementos previamente preparados basta bater as claras, rechear os crepes e levá-los ao forno 10 minutos antes de servir.

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O viking e eu comemos os nossos mal as fotografias foram tiradas, e antes que o soufflé desmaiasse dentro dos crepes. Deliciosos e impossivelmente leves, uma receita de nos levar às nuvens.

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Para esta receita vão precisar de:

Crepes
Creme de pasteleiro
Merengue francês

Os crepes:
Ingredientes (8 crepes)

• 150 g de farinha
• 3 ovos
• 0,5 litro de leite
• 2 colheres de sopa de manteiga + manteiga para a frigideira
• 1 pitada de sal
• 2 colheres de sopa de açúcar mascavado
Preparação:
Na tigela misturem os ovos, a farinha, o açúcar e o sal, batam com o batedor de varas. Aos poucos adicionem o leite.
Na frigideira onde vão fazer os crepes derretam a manteiga. Adicionem-na à massa anterior e misturem bem.
Deixem a massa repousar no frigorífico meia hora.
Cozinhar os crepes:
Ponham ao lume médio a frigideira, com um pincel de cozinha, ou papel absorvente, espalhem bem o resto da manteiga. Podem colocar um pouco mais, a manteiga serve apenas para untar a frigideira, os crepes não devem ser fritos!
Quando a frigideira estiver quente deitem uma concha da massa, e agitem-na de modo a que a massa cubra toda a frigideira. O crepe deve ser fininho. Eu uso a medida de 1 concha para uma frigideira grande, se a vossa é mais pequena têm de usar menos massa.
Não se atirem logo ao crepe a querer virar e atirar ao ar. Deixem-no sossegado até ele se começar a descolar dos lados da frigideira e a fazer bolhinhas. Depois basta virá-lo com uma espátula e deixá-lo cozinhar do outro lado. Reservem.

Creme de pasteleiro:
Vejam a minha receita aqui neste post com uma fotografia de arrepiar.

Merengue:
4 claras
150 gramas de açúcar

Preparação:
Batam as claras até formarem picos médios. Acrescentem o açúcar aos poucos batendo sem-pre.

30 minutos antes de servir:

Aqueçam o forno a 180°C.
Envolvam o merengue no creme de pasteleiro. Recheiem os crepes e levem-nos ao forno até o soufflé crescer e estar cozinhado (8 a 10 minutos) Polvilhem eventualmente com icing sugar, decorem a gosto e sirvam imediatamente.
Nota: Como esta foi uma receita feita a pensar em Marco Pierre White acrescentei duas colhe-res de sopa de uísque ao creme de pasteleiro, teve de ser…..

3 thoughts on “25 anos de White Heat e uma receita para o Senhor White

  1. Que post lindo Ana!!
    Adoro o Marco Pierre White e precisamente pelo que descreves. Pelo facto de ter mandado os senhores do guia Michelin ás urtigas e porque é Chef que sabe o que sabe, está sempre a aprender, como ele próprio diz e não é presunçoso.
    Os teus crepes lindos, lindos… bem, nem digo nada, pois amo e nunca me aventurei…
    Um beijinho grande e resto de um excelente Domingo.
    Lia

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  2. Olá Ana,
    Tinha de vir dizer-te que ontem, depois deste teu post, fui à amazon encomendar o livro que ainda não tinha na minha biblioteca (uma falha imperdoável eu sei…) e sabes, fiz o pre order da edição especial dos 25 anos que sai no dia 2 de Fevereiro.
    Obrigada pela sugestão :)).
    Um beijinho,
    Lia.

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  3. Tanto eu como o Vel somos super fãs do Marco-Pierre White. Mas acho que o meu arcaboiço culinário ainda não dá para os crepes soufflé. Mas este bad boy ou enfant terrible da culinária tem um lugar especial no meu coração (quando era novo era muito jeitoso. Felizmente, o filho é cara chapada do pai, eh eh eh)

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