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A minha parede, o que nos reconforta e risifrutti caseiro

Se me seguem no instagram já viram certamente imagens da mesa e parede da minha cozinha. É aqui que planeio as nossas viagens,  é aqui que preparo a maioria das minhas receitas, é sentada a esta mesa, e enquanto luto por um espacinho com os meninos que escrevo os posts da Padaria.

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Este espaço é o meu lugar favorito, e todos os dias antes de sair de casa às 4.45 am, encosto-me à bancada uns segundos e olho para a minha parede. Passar pelas memórias destes objectos, ajuda-me a contar as minhas bênçãos, reconforta-me e prepara-me para os dias de trabalho quase sempre complicados.É como um ganhar de forças, de me lembrar do que realmente é importante para mim, do meu percurso, dos meus sonhos e tantos planos ainda por concretizar.

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A parede foi pintada pela minha mãe que nos veio ajudar quando comprámos este apartamento, nem pestanejou quando viu a tinta preta. E embora eu bem saiba que por dentro estava a pensar “onde é que eu errei?” –  disse apenas “vai ficar muito giro”.

O móvel cheio de produtos de mercearia e outros brinquedos meus, foi um presente da minha sogra. Era dela e branco. Nós comentámos um dia casualmente que queríamos um armário assim mas em preto. A minha sogra que é a melhor sogra do mundo, não precisou de ouvir mais nada, na próxima visita tínhamos o armário no seu hall de entrada à nossa espera.O açucareiro de alumínio era da minha farmor, veio comigo quando eu me mudei para a Suécia.

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Temos música e um poster que trouxemos do museu Giger, e que representam algumas das coisas que mais gostamos de fazer: viajar, ir a concertos, visitar museus, filmes….

Nas molduras brancas estão as meias que o meu mano usou durante o TDS e que nos ofereceu depois. (vejam aqui o post sobre o TDS)

A minha kitchen Aid.

Sonhei como todos os que gostam de fazer bolos, anos com uma kitchen aid. Anos. Queria tanto ter uma, mas achei sempre um desperdício de dinheiro, ia às lojas, olhava para elas, escolhia a cor, desistia. “com este dinheiro vou passar um fim de semana a Londres”

DSC_0961Um dia jurei a mim mesma que compraria uma kitchen aid vermelha assim que começasse a trabalhar numa cozinha, mesmo que sejam só umas horas, mesmo que seja um trabalho temporário, primeiro salário vai para a batedeira.E comprei-a, um mês depois do meu primeiro trabalho em Lomma, não com o meu salário, mas espantem-se com as gorjetas!

Olho para estes objectos que não passam disso mesmo, e sinto-me reconfortada, é como ter a minha família comigo, como me lembrar de nunca desistir dos nossos sonhos.

E a propósito de reconforto, partilho hoje convosco uma das minhas “Comfort food” para quando estou doentinha. Na Suécia vendem-se uns potinhos de uma espécie de arroz doce com compota de frutas – Risifrutti, e quando estou tao cansada ou adoentada que não consigo comer mais nada, é uma caixinha destas que me reconforta.

A versão que partilho hoje é um upgrade a sobremesa desta merenda apreciada por tantos suecos.É uma receita fresca, leve e muito fácil de fazer, um arroz doce ideal para o verão que se prepara em minutos!

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Usei framboesas e morangos, mas podem optar por qualquer outro fruto.

 

Para 5 copinhos:

Arroz:

2 dl de arroz cozido em muita água, escorrido e bem frio

2,5 dl de natas

icing sugar a gosto

extrato de baunilha

 

Molho e frutos:

200 g de framboesas congeladas

2 colheres de açúcar

morangos frescos

 

Preparação:

Levem as framboesas ao lume com o açúcar. Quando estiverem desfeitas, passem-nas por um passador de rede fina e esfriem.

Cortem o morangos

Batam as natas em chantilly adicionando o icing sugar e a baunilha

Misturem o chantilly com o arroz.

 

Coloquem um pouco do molho no fundo dos copinhos, encham-nos com o arroz e decorem com os moranguinhos.

Sirvam frio.

5 thoughts on “A minha parede, o que nos reconforta e risifrutti caseiro

  1. Ok, oh Ana, eu gosto imenso de ti – e descobri-te há tão pouco tempo que até me faz impressão como pr vezes ao ler certos posts parece que já te conheci, quiças noutra vida, tu não calhas também teres sido bruxa escocesa numa outra encarnação, é que na volta fomos queimadas na mm fogueira! – mas, rapariga, arroz doce? E depois fica com este aspecto lindo, divinal, de morrer de amores, a parecer uma jóia de uma qualquer coroa europeia bem antiga e cheia de romantismos? Deu para perceber que eu abominooooo arroz doce, e uando vi as fotos pensava que era um qq pudim de leite e baunilha com morangos e compota e já estava a salivar feita ursa e depois… arroz doce. Tipo, furaram-me o balão!!
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt/

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  2. Ana,
    Amo o teu cantinho e amo preto, por isso, não seria nada difícil encontrares um cantinho assim cá em casa, se bem que sem a Kitchenaid, pois essa ainda não faz parte das minhas aquisições…, lol!!
    A sobremesa está magnífica e fiquei com vontade de experimentar, pois o aspecto é super cremoso e os sabores, já sabes, adoro!!
    Um beijinho linda,
    Lia

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  3. Gostei muito do significado associado à parede! Da origem do móvel também, foi um gesto muito bonito da tua sogra 🙂
    Não conhecia essa sobremesa, mas é mesmo linda e soa tão bem 😀

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