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Gelado de figos e nozes, e antigos silogismos

 

Se há algo positivo nas actuais redes sociais, é o facto de nos terem muitas vezes ajudado a encontrar antigos amigos e colegas que há muito não víamos. A minha turma da escola secundária está agora reunida, vinte e cinco anos depois, com filhos, empregos e rugas.

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Uma das minhas colegas mais queridas era a Susana, que para além de boa amiga e minha explicadora de alemão, tinha um jeito imenso para “imitar” a nossa professora de Filosofia.

Não me lembro do nome da professora, mas garanto-vos que era uma senhora,  tão  peculiar, tão professora de Filosofia que quase parecia pertencer num  qualquer programa cómico onde há uma personagem com esta profissão.

Uma das suas particularidades, era transformar qualquer ideia num silogismo mais ou menos elaborado.

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Disse-lhe uma vez que não gostava do meu nome. Resposta:

“Está uma mãe nove meses a pensar num nome para dar a um filho. Não  gosta do seu nome, não gosta da sua mãe.”

A receita de hoje, quase fecha a época das receitas de verão, e daqui a pouco esta página vai ser substituída, até ao próximo ano, por uma novidade.

A sugestão foi-me dada pela Susana, e não podia ser servida numa altura mais apropriada: Gelado de figos e nozes.

(vejam a lista e receitas da vossas sugestões para sabores de gelados neste post).

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Na Suécia os figos são mais raros e bem mais carotes do que em Portugal e para a minha receita usei o maravilhoso doce de figos e nozes que a Quinta de Jugais teve a simpatia de me enviar há uns meses.

Servi o gelado com figos frescos e um crumble feito com um pouco deste bolo que tostei no forno.

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Gelado de de figos e nozes

 

Ingredientes:

  • 4 gemas (usem as claras para por exemplo fazer macarons)
  • 100 g de açúcar
  • 2,5 dl de leite
  • 2,5 dl de natas
  • 2 colheres de sopa de doce de figos
  • nozes picadas a gosto
  • 1 pitada de canela

 

Preparação:

 

Levem uma  panela ao  lume com as natas  e o leite.

Entretanto batam as gemas com o açúcar.

Juntem os dois preparados e  levem ao lume, mexendo sempre  até atingir a temperatura máxima de 85°C, eu tiro o meu do lume aos 82°C.

Se a temperatura ultrapassar os 85°C as gemas começam a coagular e o gelado vai saber a ovos mexidos.

Se não têm um termómetro, basta ir testando se o creme está pronto passado o dedo nas costas da colher de pau até notarem que a marca do dedo permanece uns segundos.

 

Retirem do lume, passem o preparado por um passador de rede fina, esfriem e adicionem o doce as nozes e a canela, gelem seguindo as indicações da vossa sorveteira.

Sirvam com figos frescos, crumble e nozes.

8 thoughts on “Gelado de figos e nozes, e antigos silogismos

  1. Querida Ana,
    Os professores de filosofia são todos eles super peculiares e únicos . Eu tinha um que passava a vida a dizer ” a minha opinião vale tanto como alface…”, lol. Ainda hoje estou para perceber a relação…
    Olha, eu também não gosto do meu nome, aliás, detesto, mas assim, sendo, como foi a minha madrinha que mo deu, a minha mãe safa-se de não gostar dela, ehehe! Abençoada a pessoa que inventou os diminutivos.
    Figos. Adoro e por cá, como por aí, são caríssimos, nas não lhes resisto!!
    Adorei o teu gelado e os acompanhamentos e apresentação.
    Fico curiosa com a novidade que por aí vem…
    Um beijinho querida,
    Lia

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  2. Olá, Ana, tudo bem?
    Encantada com essa receita, assim como as demais.
    Sou uma seguidora aqui do outro lado do Oceano (Brasil) e indiquei o seu blog para o prêmio Dardos, que reconhece o esforço e a diversidade de blogueiras(os) de todo o mundo.
    Para saber mais sobre o prêmio e como participar também, dá uma olhadinha lá no blog: http://wp.me/p1nzt3-2Xg
    Beijocas!

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  3. Olá padeirinha mai linda,
    infelizmente não mantenho contacto com quase ninguém da época de escola, seja de primária ou liceu, mas tenho muita pena. Algumas pessoas gostaria muito de ter continuado a manter o contacto. E mesmo com facebooks e afins os encontros não têm sido promovidos.. quem sabe um dia.
    Também tive uma professora de filosofia bem peculiar. Peculiar, no caso dela, é uma palavra muito generosa, porque que a senhora era completamente descompensada. Fazia uma coisa que ainda hoje me lembro e me rio sempre: ia para os testes de óculos escuros, assim nunca sabíamos para onde estava a olhar! O que tornava a arte do copianço e da cábula muito mais desafiante.
    O teu gelado está com uma apresentação soberba. Gostei muito da ideia do crumble de bolinho… ah e fiquei super curiosa com a novidade que aí vem!
    Beijocas enormes
    Marta

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  4. Haha, quem não tem histórias para contar à cerca dos professores de filosofia? Cada um tem a sua particularidade 😛 Essa do nome está boa, está 😛
    A sugestão do gelado foi muito boa, deve ter resultado tão bem! Julgando pelas fotos resultou mesmo 😀

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