A minha vida na Suécia

O valor da antecedência e presentes novos e antigos

Quem me ouve, ou me lê, constantemente a falar de presentes de Natal, pensará que esta é para nós uma vertente importante das nossas festas. Nada mais longe da verdade.

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Há muitos anos, quando ainda tínhamos todos os  meus avós connosco, as noites de Natal eram mais animadas, mais gente, muito barulho, e muitas muitas prendas. Nos últimos anos que vivi em Portugal, lembro-me de  chegar ao ponto de estar dia 23 na Sephora, com os braços cheios de sacos, a apontar com a cabeça para um perfume para oferecer à minha mãe. “Aquele, ali, do Kenzo, o verde!”

Não tenho saudades desses tempos, na minha família fomos decrescendo o número de presentes até um por pessoa, até zero, somos todos adultos, não precisamos de nada.

E depois chegou a minha sobrinha, e daqui a uns dias lá vou eu para o Toys r us.

Na família do viking passou-se o mesmo, excepto com o meu sogro que insistiu sempre nos presentes de Natal.

Mais, e isto até parece mal contar-vos porque este é o primeiro ano que não o temos connosco, duas semanas antes de dia 24 recebíamos religiosamente um e mail com a lista de prendas que ele queria.  Nós nem sempre conseguíamos encontrar o que ele e a mulher desejavam e acabávamos por comprar qualquer coisa que pensávamos lhes ia agradar, eles faziam o mesmo, e penso que falhavam em 90% dos casos.

Até que nos lembrámos de oferecer cabazes de Natal que eu já fazia para alguns amigos. Isso sim foi um sucesso e todos os anos procurava novas formas de lhes oferecer algo especial.

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Nos cabazes de Natal do ano passado havia pão estaladiço sueco (esta receita), compota de frutos, biscoti (receita), kits para chocolate quente e bolo de chocolate, colheres de rebuçado (receita brevemente), rolo de massapão (receita brevemente) e para a minha sogra licor de violetas que tínhamos trazido para ela de uma viagem.

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É claro que preparar estes cabazes de Natal dá trabalho, mas acima de tudo, requerem organização e alguma antecedência.

É caso da minha sugestão de hoje, um presente fantástico para quem gosta de fazer bolos, que podem completar com um pequeno livro de receitas, ou um cortador de biscoitos por exemplo.

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Extrato de baunilha caseiro

 

Ingredientes:

5 favos de baunilha

4 dl de vodka (sem sabores)

 

Preparação:

Coloquem a vodka e as favas de baunilha abertas ao meio e com as sementinhas bem raspadas, num frasco que possam vedar bem.

Guardem num armário e consumam passados pelo menos dois meses.

Eu vou acrescentando ao meu extrato mais vodka e mais favas de baunilha, mesmo que tenha usado as sementinhas noutra receita.

2 thoughts on “O valor da antecedência e presentes novos e antigos

  1. Ainda o ano passado ofereci extracto de baunilha nos meus cabazes loool!! Adoro oferecer cabazes de Natal, há anos que o faço, acho tão fofo.
    Bem, como acabei p responder no meu blog, n imaginava nada q te pudesses identificar c a personagem, vejo-te a ti de uma forma muito diferente, bem menos imatura. Isto é do que mais sinto a falta relativamente á escrita, qdo era miúda tinha sempre colegas que liam e me davam feedback acerca dos personagens, das cenas e do plot, hoje em dia nem por isso. Sinto sempre q os meus personagens estão mal construídos, q n consigo fazer passar aquilo q imagino ser a sua essência, e isso deve-se a n ter o feedback relativamente a isso ahaha.
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt/

    Gostar

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