A minha vida na Suécia · Heston Blumenthal · Natal

Trufas do Heston feitas em casa, tremedeira geral, e a imensa escuridão

Com os dias a tornarem-se cada vez mais curtos, a falta de luz tem vindo a ser um problema cada vez maior para a minha Padaria.

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Há dias em que não consigo simplesmente ter luz natural suficiente para tirar uma fotografia. Não é apenas por às quatro da tarde ser noite cerrada, passam-se dias e dias sem que vejamos o sol.

Às segundas-feiras como sabem estou livre e tento a todo o custo preparar alguns posts para o meu blogue. Qualquer abertura nas nuvens e corro para a varanda,  de t shirt   na esperança de umas fotografias decentes, vão engano.

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Entre a tremedeira de frio, o “não vale a pena montar o tripé”, e os meninos a quererem sair para a varanda, este é o resultado da sessão de fotografia das trufas. Eu vi assim que fui editar as imagens que a coisa tinha corrido mal, mas era tarde demais, às três já não consigo ver nada. Tantos anos a viver aqui e parece que nunca me adaptei bem ao frio e à escuridão.

Os primeiros invernos na Suécia foram muito difíceis para mim, já vos contei. Não usava roupa quente o suficiente, negava-me a comprar um anorak, a largar as doc martens.

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E a luz, custava-me tanto a falta de luz. E olhem que eu sou branquela, daquelas que não suportam o sol português e se queimam só de ir comprar pão em Agosto.

Eu bem sei que muitos de vocês sonham com um Natal cheio de neve e renas, na terra do Pai Natal, com bolachinhas de gengibre e glögg, mas meus amigos, a realidade de viver aqui e numa cidade é muito distante dos postais ilustrados com os quais todos, incluindo eu sonhava.

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Com tanto frio e as tardes livres, vingo-me na cozinha e admito que tenho passado tardes de muito conforto em casinha, a preparar algumas sugestões para vocês ou o jantar do meu Viking.

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A receita de hoje é a receita básica de trufas de chocolate do meu “Ailaviu” Heston Blumenthal.Eu aromatizei as minhas trufas desta vez com um pouco do sol de Portugal, amarguinha e ginjinha, mas podem usar os sabores que preferirem.

 

Trufas de amarguinha e ginjinha do Heston – embora ele não saiba

 

Receita base:

  • 4 partes de chocolate ao vosso gusto muito bem picadinho
  • 3 partes de natas (natas, natas, não é becel)
  • 1 parte de manteiga (idem idem aspas aspas)

 

A minha versão:

  •  200 g de chocolate 60%
  •  125 g de natas
  •  25 g de de amarguinha (ou ginjinha)
  •  50 g de manteiga

 

Para decorar:

Para as trufas de ginjinha usei framboesas em pó (não encontrei cerejas), para as trufas de amarguinha usei apenas icing sugar, mas estou agora a imaginar que amêndoas picadas teria sido uma fantástica opção…para a próxima.

 

Preparação:

Piquem muito finamente o chocolate.

Aqueçam as natas com os aromas que desejarem. Quando levantarem fervura misturem 1/3 de cada vez com o chocolate. Terminem com a manteiga amolecida.

Levem ao fio para endurecer, forem bolinhas e rolem as trufas na cobertura que escolheram.

2 thoughts on “Trufas do Heston feitas em casa, tremedeira geral, e a imensa escuridão

  1. Opah, parecendo que não, eu acho que estas fotos correram mesmo muito bem, sinceramente. Mas lá está, eu gosto de fotos ou com brutal contraste ou então dark mood. E trufas, bem, trufas eu cá gosto de qq maneira! Sou daquelas que sonha com passar um Natal em Rovaniemi, sim. Na terra do Pai Natal, com as renas, noite ás duas da tarde, um frio do carai que nem se pode sair á rua, tudo nevado, sim. Mas é passar um Natal, não é viver. Só passei um Natal com neve, quando vivia em Manchester, e nessa época era muito dark e black metal e então a escuridão para mim era tudo. Não me fez confusão nenhuma, aliás adorava o facto de ás 4h da tarde ficar escuro, adorava aquele frio que não era o frio húmido aqui da minha zona, que é um frio que se mete pelas roupas adentro e encharca a roupa toda e me deixa permanentemente gelada e desconfortável. Adorava o céu cinzento carregadinho de nuvens, o nevoeiro denso – nunca vi nevoeiro TÃO denso, de cortar á faca MESMO – adorava tudo isso porque era haunting, e eu era muito dark e estava muito heartbroken e o mundo era um local escuro e pleno de sofrimento – sim, o meu nome do meio sempre foi exagerada, aliás o Cazuza escreveu certa canção a pensar em mim de certezinha! Hoje em dia acho que não aguentava. Hoje em dia a luz de Portugal faz-me falta, e aqueles invernos mais cinzentos e escuros começam a pesar-me demais. Mas o sonho de passar um Natal em Rovaniemi, esse não morre, ai não morre não!!
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt/

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    1. Aha, agora n te escapas, descobrir que eras trve kvlt e n te obrigar a dar aí uns nomes? N me digas q eras team Euronymous? Ou serias team Varg? Fogo, musicalmente Burzum era a minha praia, e antes das merdas eu tinha cá uma panca pelo Varg!!! E CoF? OU eras do team q dizia q aquilo n era BM? Eu continuo a ouvir e sinceramente é o género musical q mais me prende, BM atomosférico é mm a minha maior onda, tenho descoberto umas quantas bandas q me enchem as medidas. Se nunca ouviste, aconselho-te a dares uma escutadela a Myrkur – a cabrona da mulher tem cá uma voz que eu MORRO!! – e a Darkher, outra que me tira do sério, tão haunting!!! Epah, se eu já gostava de ti, agora então, ohoh!!! Ainda gosto mais!

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