Por aí

Coisas de Anjos e chegar aos quarenta e cinco – Berlim Maio 2017 – 1 Siegessäule

Como viram se viajaram connosco via Instagram, o viking e eu celebrámos o meu aniversário com uns dias de muito calor e correria em Berlim. Viajar é o meu melhor presente e embora o Magnus me tenha surpreendido com uma visita a uma das minhas lojas favoritas  e um “escolhe o que quiseres”, é o tempo que passamos juntos a fazer uma das coisas de mais gostamos que realmente me deixa feliz.

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À nossa viagem a Berlim, por onde andamos, o que visitamos e o muito que comemos, voltarei mais tarde com uma série de posts e uns guias práticos, mas hoje escrevo-vos para vos falar de anjos.

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IMG_6272Se pertencem à minha geracao, cresceram num tempo onde sabiamos de cor os númereos de telefone de toda a gente, a televisao era a preto e branco, a guerra fria. Lia-se Camus e Sartre, kafka e Kundera. Havia um muro em Berlim, e Wim Wenders.

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Der Himmel über Berlin/Asas do Desejo celebra este ano o seu trigessimo aniversário, e eu que há tantos anos sonho com estas imagens de anjos,  uma Berlim ainda dividida pelo muro e desoladora, Nick Cave e a Siegessäule, nao poderia ter escolhido outra cidade para agradecer aos céus por mais um ano.

Subir os 285 degraus da escada em caracol que nos leva aos pés da Deusa Vitória, nos ombros de quem se sentavam anjos no filme de Wenders, era um dos itens da minha Bucket list. ( e vocês bem sabem como adoro listas). Um sonho que concretizei na manha em que cheguei aos quarenta e cinco anos.

Já tinha visitado Berlim, visto a coluna, a deusa, mas ou por este monumento estar fechado, ou o viking com um pé partido, ou o “fica para a próxima”, tinha adiado ver de perto Victoria.

Se há algo que se aprende e muito rapidamente à medida que envelhecemos, e a não adiar sonhos ou planos. A verdade é que começamos a repensar o tempo. Teremos ainda um “para a próxima”?

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Tornamo-nos mais corajosos, destemidos. Eu, já vos contei, tenho,  talvez por não ver muito bem, problemas a descer escadas. Perco o equilibrio, sinto a cada passo que vou cair, não desco um degrau sem ser agarrada a um corrimão.  E talvez por isso subir ao topo de monumentos é para mim um grande desafio ao qual eu nunca viro as costas.

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Li quando comecei a planear a viagem que “pessoas que sofram de vertigens ou que não estejam em muito boa forma não  devem tentar a subida”.

Ah! Como se isso me impedisse. Ainda mal o viking tinha comprado os bilhetes já eu tinha disparado escada acima. A forma que encontrei de não  entrar em pânico a pensar na descida, é subir o mais rapidamente possível, e ter isso como o meu único objectivo.

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Deixem-me que vos diga, se eu aos 45, mais gorda do que magra, em má forma meio cegueta, consigo subir a Siegessäule, não há nada que vocês não possam fazer.

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primeira plataforma
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túneis de acesso

Se visitarem Berlim visitar este monumento é absolutamtne imperdivel.  Do todo vê-se toda a cidade, e aos pés da deusa, sintimo-nos nós também vitoriosos.

E para quem quer visitar esta coluna, aqui fica um pequeno guia:

Siegessäule – Berlim top 10 – 1

-Leiam a história do monumento aqui.

– Para chegar ao monumento usem os túneis, estão todos indicados. transportes públicos neste link.

-Os bilhetes custam 3,5€ e só aceitem dinheiro

-O monumento abre às 9.30 a.m. Se querem evitar muita confusão nas escadas ou na plataforma, cheguem cedo e evitem as tardes do fim de semana.

-Assim que entram na coluna há um pequeno museu, sobem-se depois uns degraus e há uma plataforma com murais. (eu vi o museu e a plataforma na descida.)

-daqui para a frente, escada em caracol, sobe-se e desce-se pela mesma escada.

-cada talvez 50 degraus, há um espaço plano e até um banquinho para quem precisar descansar. Não é uma subida fácil, mas chegar ao topo vale o esforço.

E vocês, também têm destes auto-desafios?

One thought on “Coisas de Anjos e chegar aos quarenta e cinco – Berlim Maio 2017 – 1 Siegessäule

  1. Bom, eu n a posso subir de certeza pq as minhas vertigens provocam-me perdas de equilibrio q podem ser perigosas e desmaios – uma vez subi a um escadote p trocar as cortinas no meu quarto e s n fosse a minha irmã apanhar-me, tinha-me espetado toda pois desmaiei lá em cima se dar por nada, foi do mais ridiculo mas fiquei a saber graças a isso q sofria de vertigens e n de medo das alturas ahahahh, pelo menos foi útil. Esse filme foi um marco para a nossa geração, acho eu, apesar de eu gostar mais do Paris, Texas. Vi-o várias vezes, e foi daqueles raros filmes q me fizeram sempre pensar, questionar coisas as quais nem ali são abordadas. Se o vi a primeira vez p causa do nicolau cavernas, todas as outras vi pq tinha de ver. Eu n lia Kundera, mas Sartre eu devorava, ainda hoje em dia Les Mains Sales é dos meus livros preferidos. Já A Náusea deixa-me nauseada ahahahah, mas adorooo. Queestranho q é pensar q realmente na nossa geração líamos cenas q os putos de hoje em dia nem chegam perto! Porque será? Ainda recentemente estava a pensar como os modismos literários mudaram em pouco tempo, hoje em dia sinónimo de boa escrita são frases curtas, simples, directas, onde nem é preciso pensar, onde n há q puxar pela imaginação pq está ali tudo, é tudo linear, árido, simplista. Claro que eu, sendo a rainha da teoria da conspiração, tenho a minha ideia sobre o pq de ser assim…
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt

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