Fim de semana e um Sunday roast que se faz enquanto põem a mesa

Por aqui mais um fim de semana como tantos outros, o viking foi para o escritório, o heach chef telefonou a perguntar se eu podia ir trabalhar mais cedo. Escusado será dizer-vos que temos um banquete esta noite, e o prato principal é leitão. Amanhã conto-vos tudo, e imagino já que vai haver, como habitual nestes dias de banquetes, muito para contar.

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Hoje deixo-vos a sugestão para um assado rápido e que vai fazer um sucesso nos vossos almo-ços em família.
Tenho saudades dos almoços de família ao domingo. Em Portugal é um hábito que a minha família continua a ter e que eu perdi desde que vim para a Suécia.
Aqui as famílias não são tao “unidas”, ou pelo menos a família do viking, a única que aqui tenho, não é.
Em casa como sabem somos só dois e por isso fazer uma peça de carne assada, que só o viking vai comer é um desperdício e honestamente uma perda de tempo.
O filet de porco, é uma peça mais pequena e suculenta que se cozinha muito rapidamente e por isso ideal para famílias ou grupos mais pequenos.

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O único truque é não cozinharem a carne demasiado ou ficará seca e sem graça nenhuma.
Servi o assado com puré de pastinaca, legumes no forno e molho rápido de vinho tinto, vão gostar.

Vão precisar de:

Porco
1 filet de porco (limpo e dividido)
S&P
Manteiga
Vinho tinto
Caldo de carne
Tomilhos

Legumes no forno
Pastinaca
Cenouras
S&P
Manteiga
Tomilhos

Puré de pastinaca
Pastinaca
Leite
S&P
Manteiga
Preparação:
Aqueçam o forno a 160°C.
Descasquem e cortem as pastinacas, usem metade para fazer o puré. Basta cozê-las em leite, escorrer bem e triturá-las com um pouco de manteiga.
Ponham as restantes pastinacas num tabuleiro juntamente com as cenouras, um pouco de man-teiga temperem, salpiquem com as ervas e levem ao forno agitando o tabuleiro de vez em quando.
Marquem o filet numa frigideira com manteiga, A gordura tem de estar muito quente. Tempe-rem com sal e pimenta.
Transfiram a carne para um tabuleiro, reguem com o vinho tinto e o caldo de carne, acrescen-tem os tomilhos.
Por esta altura os vossos legumes já devem estar tostadinhos, baixem o forno para 120°C e coloquem a carne no forno. Se só agora vão colocar os legumes no forno, cubram a carne com papel e alumínio.
Quando a carne estiver pronta, (o centro deve estar ainda rosadinho, usem um termómetro se necessário, mas não a deixem secar – 60°C – 65°C)
Retirem a carne do tabuleiro, embrulhem-na em papel de alumínio para descansar.
Coloquem o líquido em que assaram a carne ao lume para reduzir, vão retirando a gordura em excesso. Fatiem o filet, terminem o molho com uma colher de manteiga e sirvam com o puré e os legumes.
Bom almoço e bom fim-de-semana para todos.

Grandes datas com pequenos significados e ementa de S. Valentim no restaurante

Lembrar-se-ão os leitores mais antigos da Padaria que nunca tive por hábito celebrar ou encenar o dia de São Valentim com jantares românticos, rosas, velas, corações e langerie nova.
O ano passado as coisas mudaram um pouco. A verdade é que como sabem passo tão pouco tempo com o viking, que qualquer motivo para um jantar especial é bem-vinda.

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Faz agora um ano trabalhei neste dia apenas de dia. Lembro-me de estar a fazer a mise em place para o jantar com o head-chef, os dois a contar os minutos para podermos correr para casa, e preparar um jantar mais arranjadinho para as nossas caras metades. Às 8 estava eu em desespero frente às refeições congeladas do supermercado do outro lado da rua, e acabei por fazer um risotto, o head-chef passou pelo burger king.
Soube depois que enquanto eu bebia um copo de vinho e folheava o presente comprado em segredo pelo meu viking (sim recebi uma prenda no dia dos namorados….uma novidade por estas bandas.), o serviço no restaurante estava em modo de auto destruição. A coisa acabou com o despedimento de um chef dois dias depois, e o jantar de muitos casais arruinado.
Este ano vou eu trabalhar nesta noite.

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Sei que vou chegar a casa pela uma da manhã a cheirar a carne grelhada, com chocolate no cabelo, uma salada e provavelmente um hamburger para o marido.

Sei que o meu viking vai ter velas na casa de banho para eu relaxar um pouco enquan-to tomo um duche. Sei que vai bater à porta  com um copo de vinho tinto. Sei que vamos acabar por comer na cama, com os meninos a tentarem roubar as batatas fritas do prato do paizinho. Sei que o viking se vai levantar da cama e fazer chá, se tiver sorte trazer a sobremesa, ou apenas uns cubos de chocolate.

Sei que não é o típico jantar de namorados, e que em vez de ir ao cabeleireiro para arranjar o cabelo, vou comer com uma toalha de banho à volta da cabeça e certamente adormecer antes de terminar o meu chá. Talvez esta noite vos pareça triste e sem graça, mas para nós que infelizmente passamos tão pouco tempo juntos, um gelado comido da caixa e uma chávena de chá, valem mil vezes mais do que qualquer menu romântico preparado por um qualquer restaurante.

Vejam a sobremesa deste menu aqui.

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O Kramer não é exceção e oferece também um menu de dia da São Valentim. Mais, os hotéis Scandic oferecem um pacote que inclui jantares românticos, fruta, chocolates e espumante no quarto e pequeno almoço!!
A receita de hoje é o prato principal do nosso menu romântico.
Tournedos, Pommes Anna, puré de brócolos, molho de vinho tinto, pickles de cebolas.

Ingredientes: (sem quantidades)

Carne:
Tournedos
Sal e pimenta
Rosmaninho
Alho
Manteiga

Preparação:
Aqueçam a manteiga e fritem (penso que se diz marcar, em português) os tornedós, acrescen-tem o rosmaninho o alho, sal e pimenta. Vão regando com a manteiga. Podem terminar os tor-nedós ao lume ou colocá-los no forno. Usem um termómetro para controlarem a temperatura da carne e não se esqueçam que depois de retirarem os tornedós do forno a temperatura ainda aumenta por volta de cinco graus.

Puré de brócolos:
Brócolos
Sal e pimenta
Manteiga

Preparação:

Cozam os brócolos em bastante água. Resfriem-nos rapidamente para que mantenham a cor. Como uma varinha mágica ou bimby passem o puré, acrescentem sal e pimenta. Antes de ser-vir aqueçam-no levemente com um pouco de manteiga.

Pommes Anna – receita aqui

Molho de vinho tinto:

Ingredientes:
Cebolas, cenouras, ou qualquer resto de legumes que tenham em casa para o mirepoix
Vinho tinto
Caldo de carne
Manteiga
Sal e pimenta
Tomilhos
Vinagre balsâmico

Preparação:
Salteiem os legumes e o tomilho.
Acrescem o vinagre e deixem reduzir.
Façam o mesmo com o vinho tinto e finalmente o caldo de carne.
Reduzam até terem uma consistência enxaropada (quase como um demi-glace). Alternativa-mente podem engrossar o molho com um pouco de maizena.
Passem o molho por uma rede fina e temperem apenas antes de servir.

Na marmita esta semana – Almôndegas, e não são suecas!

Mais uma deliciosa marmita que podem adaptar aos vossos gostos e necessidades. Fazer estas almôndegas em casa é muito mais fácil do que podem imaginar e é uma forma de saber que tipo de carne se está realmente a comer, e controlar a quantidade de sal dos alimentos.  O viking gosta de almôndegas com uma mistura de carne de vaca e porco, mas podem combinar o tipo de carnes que mais apreciarem. Já as tentei preparar sem pão ralado,  para uma versão low-carb da receita, mas desmancham-se imenso e fazem umas marmitas menos bonitas.

A curry paste, ou pasta de caril, vende-se também em Portugal,  se não gostam de comida “hot”  acrescentem-na em doses pequenas aos vossos cozinhados.Em vez de leite de coco, podem usar iogurte natural, notem no entanto que o iogurte  congelado pode talhar o molho da vossa marmita. Para me assegurar de que depois de descongelada e aquecida no micro-ondas, a marmita continua com bom aspecto, e com os legumes inteirinhos e saborosos, cozinho-os separadamente.

Ingredientes:

Almôndegas:

  • 450 gramas de carne picada
  • 2 colheres de sopa de pão ralado
  • 1 ovo batido
  • 1 colher de chá de pasta de caril vermelho

Estufado:

  • 2 pimentos
  • 1 cebola média
  • 1 dente de alho
  • 1 courgette
  • 2 cenouras
  • 1 lata de leite de coco
  • 1 fio de azeite
  • 1 colher de chá de pasta de caril
  • Sal (eu não uso porque a pasta de caril  é bastante salgada)

Para servir: lima e chili fresco

Preparação:

Comecem com as almôndegas:

Numa tigela grande misturem bem todos os ingredientes. Formem bolinhas com a carne e fritem-nas (é quase grilhar) numa frigideira anti-aderente em lume médio.  Eu não uso qualquer gordura na frigideira, mas se estão a preparar almôndegas com carne muito magra, talvez precisem de acrescentar um pouco de azeite.

Num tacho  coloquem a cebola cortada em meias luas, 1 colher de azeite e o dente de alho esmagado, cozinhem em lume médio até as cebolas estarem macias. (Muito cuidado com o uso de cebolas e alhos nas marmitas, certifiquem-se sempre de que estão bem cozinhados! Nada pior do que uma reunião com pessoas a cheirar a alhos!) Retirem do tacho e reservem.

Voltem a levar o tacho ao lume, com os pimentos cortados em tirinhas. Eu não acrescento gordura, mas vou agitando o tacho de modo a que os pimentos ao cozinhar quase se transformem em pimentos assados.  Retirem do tacho e reservem.

No mesmo tacho coloquem as cenouras e cozam-nas em pouquíssima água. Quando estiverem meio tenras, juntem o leite de coco, a pasta de caril, os restantes legumes e a courgette que vai cozer muito rapidamente. Acrescentem as almôndegas, rectifiquem os temperos e deixem apurar uns minutos.

Sirvam ou congelem decorado com umas tirinhas de chili fresco e raspa da casca de lima. (Nas marmitas do viking vai também um pouco de lima fresca que ele tira da caixa antes de aquecer a comida no micro-ondas, e espreme sobre as almôndegas antes de servir.)

Convidei para jantar – Heston Blumenthal

É com um enorme prazer que tenho acompanhado este mês as vossas participações no Convidei para Jantar que decorre até ao fim desta semana em casa da Suzana. Tantos e tão variados são os temas e chefs que têm recebido para partilhar convosco uma refeição, tão interessantes têm sido as vossas receitas, e tanto é o que já aprendi durante este mês. Julia Child   veio este mês lanchar comigo, mas faltava-me convidar um chef: Heston Blumenthal.

Cozinhar para  um chef que demora dois a três anos a aperfeiçoar cada uma das suas criações, é uma tarefa hercúlea. Anima-me saber que embora seja um dos melhores chefs do mundo, Heston Blumenthal aprendeu sozinho a cozinhar. Determinado e movido por uma inexplicável paixão, traduziu palavra por palavra os livros de receitas dos grandes mestres franceses, praticou vezes sem conta as suas receitas, estudou, testou,  questionou os antigos métodos e práticas,  revolucionou a forma como se prepara, serve e experiencia uma refeição.

Para este jantar, decidi adaptar um dos seus métodos de cozinhar a uma receita retirada do livro Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues. Arte de Cozinha é o primeiro livro de receitas publicado em língua portuguesa  e destinava-se aos cozinheiros da corte e  da classe alta, durante os séculos XVII e XVIII foi seguindo este livro que se preparam refeições e enormes banquetes. Para não vos maçar muito hoje, falarei um pouco mais deste livro quando voltar a outra receita de Domingos Rodrigues. (Na BNP- biblioteca digital –  existem duas cópias da obra disponíveis para download. Se não estão habituados a ler livros antigos, escolham a edição mais recente)

A receita que escolhi para o jantar foi Galinha  em Potagem à Francesa  que preparei seguindo o método de Heston Blumenthal  para a sua Roast Chicken. Assar carne em temperaturas muito baixas e durante bastante tempo, garante que esta se mantenha mais suculenta e saborosa e é uma das inovações que Heston Blumenthal trouxe para a culinária dos nossos dias. A receita de Roast Chicken vem publicada no livro Heston at Home e pode também ser lida aqui.

À hora marcada bateu à porta.  O frango estava já quase pronto, a mesa posta. Recebi-o com escondido nervosismo enquanto pensava no que pensaria da minha refeição e  da forma como usei uma das minhas receitas.

Em minha casa o chef sempre de branco imaculado vestido, dá lugar a um homem simples e simpático. Em vez de flores traz-me um par de enormes talheres feitos de chocolate que usou num dos seus banquetes.

Convido-o para a minha cozinha e conto-lhe a história da minha receita. O mencionar de um antigo livro de receitas tem nele o efeito que eu esperava: E tens o livro aqui? Podemos ver?- pergunta-me enquanto abre a garrafa de vinho que trouxera.

Mais calma pergunto-lhe se quer ele servir o frango, falo-lhe da minha paixão por livros de receitas antigos.

Na mesa faz-se imediatamente espaço para montanhas de fotocopias e para os preciosos livros antigos que tenho. Mais do que Mestre e Aprendiz somos duas crianças a quem acabaram de dar um novo brinquedo. Fala-me de livros ingleses e franceses, eu dos portugueses… e mais este brasileiro que traz uma receita de cágados… e este sueco…este tens de ver..

O frango é provado e quase posto de lado, aconselha-me a ser mais corajosa com o que como e os ingredientes que uso.  Que mal tem usar o fígado da galinha?? Tens de experimentar!

Eu que para preparar este jantar provei vezes sem conta  o frango na tentativa de acertar o balanço entre os vários ingredientes, opto por não lhe confessar que muito raramente  como uma garfada de carne que seja.

Estoicamente falo-lhe das receitas portuguesas, de mãos da carneiro e vaca, cabeça de porco, os “oveiros da galinha”. O último ingrediente parece ser para ele uma novidade, toma notas. Lembro-me de uma vez que serviu Deep Fried Pork Nipples num dos seus banquetes,  noutra ocasião vi-o comer um olho de veado…escondo o meu horror. Não quero estragar este momento perfeito no qual entre um copo de vinho e gargalhadas trocamos notas e histórias que povoam os nossos livros favoritos.

Falamos dos enormes banquetes, da forma como se comia sem garfo, todos os pratos colocados na mesa ao  mesmo tempo. Na carne ser servida apenas sobre fatias de pão. No uso exagerado de açúcar que cobria todos os pratos da sopa à carne. Por ser tão caro, houve uma época em que só as classes mais altas lhe tinham acesso. Ter os dentes cinzentos era na altura um sinal de riqueza, pois demonstrava que se comia muito açúcar, para copiar a moda, as classes mais baixas pintavam os dentes com carvão, incrível não é?

Antes de se despedir pergunta-me se gostaria de o visitar em Bray, está fascinado com a antiga culinária portuguesa e brasileira e precisa de alguém que o ajude a traduzir  os livros. Just give me a call if you have time ok?

Fecho a porta já pensar em como vou informar o viking de que vamos passar uma temporada a Inglaterra. Os talheres de chocolate devem ser um bom começo.

A receita

Heston Blumenthal sugere que se cozinhe a carne de frango/galinha  até que esta atinja  uma temperatura de 60ºC. Eu tentei e ainda havia um pouco de sangue perto dos ossos, com este tipo de carne, honestamente tenho medo de arriscar e não seguir as indicações de segurança alimentar que recomendam 75ºC.

O “truque” nesta receita é assar a carne no forno aquecido a 90ºC (70ºC com circulação forçada de ar). Preparada desta forma a carne não perde sucos nem gordura, não seca nem vai precisar de molhos para a acompanhar. Durante as primeiras horas no forno,  verão que o tabuleiro em que está o frango a assar se mantem praticamente seco e a carne não cheira a frango assado, não se preocupem.

Ingredientes:

  • 1 frango
  • 1 limão
  • 2 colheres de sopa de mostarda à antiga
  • 6 cravinhos
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1 colher café de cardamomo em pó
  • 1 colher de café de pimenta moída
  • Noz-moscada

Para servir:

  • Limão e salada

Para a salmoura

  • Água
  • 60 gramas de sal por cada litro de água

Preparação:

Na véspera coloquem o frango no líquido da salmoura e deixem-no de molho duranta a noite.

Aqueçam o forno a 90ºC.

Sequem bem o frango com papel absorvente

Dentro do frango coloquem o limão picado com um garfo e com os cravinhos espetados.

Massagem o frango com uma colher de manteiga.

Levem-no ao forno até que a carne atinja  a temperatura que desejam. (Podem comprar um termómetro de carne em qualquer lado, são baratos e muitíssimo fáceis de usar.) Para vossa indicação, um frango de 1,5 a 2 kg demora 3 a 4 horas para atingir os 60ºC recomendados pelo Chef.

Retirem o frango do forno e deixem-no arrefecer durante 45 minutos.

Barrem-no bem com uma  mistura feita como a manteiga, a mostarda e as especiarias.

Aqueçam o forno a 250ºC.

Levem o frango novamente ao forno até estar dourado e brilhante o   que vai demorar aproximadamente 10 minutos. Especialmente se optarem por usar o grill, tenham  muito cuidado para que  não se queime.

Sirvam regado com sumo de limão e salada ou batatinhas assadas.

Na marmita esta semana – Kassler com legumes assados

Um dos problemas que noto quando preparo marmitas para o viking, é que na maior parte das vezes a carne depois de cozinhada, congelada e aquecida, fica seca e com um aspecto pouco agradável. Evito portanto carne como bifes, bifanas ou carne assada. Em vez disso faço imensos estufados  e uso peças como fiambre e kassler. A vantagem dos últimos é que já se compram pré-cozinhados e têm uma camadinha de gordura que ajuda a carne a continuar suculenta.

 

 O kassler é uma peça de lombo de porco tradicional na Alemanha e muito comum também na Suécia e na Dinamarca. A carne é ligeiramente salgada e fumada, o sabor e aspecto é mais semelhante a fiambre do que enchidos como paio. (Pelo que me lembro do sabor do paio :) ) Em Portugal  não sei se o conseguirão encontrar, mas podem usar porque não, uma peça de fiambre. Parece-me que comer fiambre sem ser em sandes, não é muito comum em Portugal, estarei errada?

 

Para este tipo de marmitas podem variar as ervas aromáticas que usam na carne e os legumes.   Habitualmente evito usar batatas porque não gosto do seu sabor e textura depois de congeladas, opto nabo sueco ou outro tipo de root vegetables de Inverno, no Verão escolho combinações mais leves.

Para 4 marmitas tamanho viking usei:

Ingredientes:

  • 1 nabo sueco  – descascado e partido em cubos grandes
  • 2 pimentos
  • 2 bolbos de funcho
  • 1 peça de kassler ou fiambre
  • Azeite
  • Sal e pimenta
  • Pimentão doce em pó
  • Tominho seco (já fiz também com alecrim e foi bem recebido pelo meat eater)

Preparação:

Se estão a usar root vegetables (tubérculos?), comecem por lhes dar uma pré cozedura em água com sal. O tempo que este prato demora no forno não é suficiente para que fiquem tenros.

Aqueçam o forno a 150ºC

Massagem a peça de carne (massagem soa-me tão mal, mas esfreguem ainda é pior…) com as ervas secas e o pimentão.

Num tabuleiro coloquem o funcho e os pimentos. (se os pedaços de funcho forem maiores, coloco funcho e passados 10 minutos os pimentos.) Temperem com sal e pimenta, um fio de azeite e levem ao forno até estarem quase completamente cozinhados.

Quando o nabo estiver tenro, (mas sem de desfazer), escorram-no e acrescentem-no aos outros legumes. Salpiquem-nos com as ervas secas e agitem o tabuleiro. No centro coloquem a carne. Levem ao forno até a carne estar douradinha e os legumes cozinhados. Quer usem fiambre quer encontrem kassler, não se esqueçam de que estas carnes já estão preparadas, e portanto só vão ao forno para ganhar um pouco de gosto e cor, não precisam de estar preocupados com tempo ou temperatura da carne.