Convidei para jantar – Apanhado da 14* Edição

 

E aqui fica o apanhado da edição que marca o regresso ao nosso CpJ.
Obrigada pelas vossas participações, e abrigada também a quem embora não tivesse podido participar este mês, me enviou uma mensagem. Ah! E agradeço também aos futuros candida-tos a hosts!
Como sabem no CpJ não há prémios nem recompensas que não sejam a possibilidade de con-vidar para as nossas mesas quem nós bem desejarmos, e melhor, poder partilhá-lo com todos os que acompanham os nossos blogues. Esta edição não foi a que teve mais participantes, e na verdade não sei se foi por causa do tema, se pelo facto do mundo dos bloggers portugueses de comida se ter alterado imenso desde do híato da Padaria.
Nunca pretendi que o CpJ fosse um projecto exclusivamente meu, para mim é mais interessan-te que vários bloggers possam escolher o tema, organizar a sua edição e dar a conhecer o seu blogue e trabalho. (Quando outros bloggers organizam uma edição, eu não sei qual é o tema excepto se tiver de ajudar com o logotipo.)
A próxima edição vai voltar a decorrer na Anasbageri, e se tudo correr bem, depois disso, volta a fazer as malas e a visitar as cozinhas de quem desejar ser anfitriao.
E sem mais demora, o apanhado deste mês.

O tema era foi ailavius e desafiei-vos a convidar para as vossas mesas uma das vossas paixone-tas de adolescência.

O meu convidado ainda hoje me faz suspirar…. Martin Gore dos Depeche Mode, a quem servi Cevadoto de cogumelos.

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A Susana convidou para a sua mesa Eddie Vedder e dasafiou-o para provar uma empada de vaca e cerveja preta.

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A Paula convidou Os três Mosqueteiros (que afinal eram quatro) e serviu-lhes um jantar completo, com sobremesa e tudo!

Tres mosqueteiros

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A Maria João convidou o muito giro Bryan Adams e serviu-lhe uma deliciosa granola de quinoa e nozes.

Granola de quinoa e nozes

A Patrícia convidou um viking que a visitou nos Acores! Morten Harket dos A-ha! (o viking cá de casa adorou!) e a ementa foi, teve ser, carne: Rolinhos de Frango e Bacon e Arroz de Cogumelos

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À casa da Carla chegaram um pouco de surpresa, Apollo e Starbuck da série Galactica! (ai que saudades!!!) o jantar, embora inesperado foi um delicioso arroz de pota.

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Finalmente a Raquel convidou para um double date o casal Pitt-Jolie e que jantar lhes serviu! Para além das gambas e lasagna a sobremesa foram estes marvilhosos Brownies de caramelo e amendoim.

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Obrigada a todas as nossas participantes desta edicao, e aproveito para pedir aos meus fregueses que visitem e leiam as histórias destes jantares, e  um pequeno-almoco, vale mesmo a pena.

Eu volto ao CpJ esta semana com o tema da próxima edicão!

Risotto de Cevada para Martin Gore, ou quem durante esta semana almoce no restaurante

Esta foi a receita que escolhi para servir ao meu convidado deste mês do convidei para jantar. Podem ler o post aqui e participar no passatempo até 27 de Fevereiro.
Com algumas alterações é também o prato vegetariano desta semana no restaurante. Demorei semanas a convencer o head chef a experimentar o kornotto, e acabei por lhe levar um frasquinho com a cevada para testarmos todos. Foi aprovado!

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Infelizmente na versão do meu head chef os cogumelos salteados foram substituídos por cogumelos secos ralados, e no centro do risotto servimos um ovo escalfado. Eu detesto ovos de verdade…. Mas esta versão está a ser um sucesso entre os vegetarianos que nos visitam.
Se gostarem de testar a receita dele, é só cozer um ovo durante exactamente 5 minutos e 19 segundos. Arrefecê-lo muito rapidamente em água gelada, descascá-lo e colocá-lo no prato.
Prezados leitores, durante um almoço com o restaurante cheio, cozer ovos durante 5 minutos e 19 segundos é terrível e temo que até sexta-feira o meu telefone com o cronometro vá terminar dentro de uma panela ou da fritadeira.
Mais uma vez me vejo com dificuldades em traduzir o nome de ingredientes para a minha língua: Este risotto faz-se com pearl barley ou korngryn, em português não sei se a tradução mais exacta será apenas cevada.

Kornotto com óleo de endro, cogumelos secos e raspa de limão

Kornotto com óleo de endro, cogumelos secos e raspa de limão

Eu sou viciada em risotto e andava com curiosidade em experimentar fazê-lo com cevada – na Suécia a este prato chama-se Kornotto.
O método é igualzinho ao do risotto. Em termos de sabor e consistência eu prefiro o risotto de cevada, os grãozinhos são maiores e quanto a mim transportam melhor o sabor dos restantes ingredientes. O queijo com especiarias que uso na receita, é um queijo vulgar aromatizado com cominhos, mas podem usar grana padano ou parmesão. A melhor maneira de saber se um risotto está pronto é ir provando. No restaurante acontece por vezes que alguns clientes devolvem o risotto à cozinha por “estar cru”. Isto costumava irritar-me imenso, mas aos poucos aceitei que especialmente as pessoas mais velhas gostam do risotto em papa. Há quem goste dele al dente como deve ser servido, há quem o prefira muito bem cozido. Há quem opte pela consistência argamassa, há que goste dele mais cremoso.DSC_0573
Na receita uso três tipos de cogumelos: os vulgares champignons que são picados com a cebola para a base do risotto; e cogumelos ostra e cogumelos castanha que salteio à parte.
Ingredientes (4 porções)
4 dl de cevada
Caldo de cogumelos qb
150 gramas de champignons
350 gramas de cogumelos variados
Manteiga
1 cebola
Tomilho fresco
Queijo parmesão ou grana padano
Sal e pimenta qb
1 dl de vermute extra seco ( ou um pouco de vinho branco)
Preparação:
Salteiem a cebola e os champignons num pouco de manteiga. Adicionem a cevada e o Martini. Deixem o álcool evaporar. Aos poucos vão acrescentando o caldo e mexendo de vez em quando ( eu prefiro agitar o tachinho)
Ao mesmo tempo salteiem os outros cogumelos na frigideira, temperem bem, acrescentem o tomilho e reservem.
Quando o risotto estiver quase, quase pronto, retirem do lume, acrescentem um pouco de manteiga e queijo ralada, decorem com os cogumelos e sirvam imediatamente.

Convidei para jantar – Martin Gore

O ano é 1985. Depois das aulas e no autocarro para casa abro a revista que na altura todos todas comprávamos ainda que fosse em alemão e na realidade ninguém entendesse o que lá vinha escrito.

Foi nesse dia que me apaixonei.

Ali estava ele, Martin Gore que na altura vivia penso que em Berlim, no auge na sua fase SM. Eu de olhos pregadinhos na sua cabeleira loira, na saia de cabedal. A minha irmã: Mas tu estás parva? O tipo parece uma mulher!

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Que sabia ela do amor? Porque só quem se apaixona assim, só quem passados trinta anos ainda espera horas ao frio em fevereiro na Suécia para garantir que durante o concerto ninguém estará entre mim e ele, só quem tem uma freebie list com apenas um nome escrito, só quem sente o friozinho na barriga tal qual a antecipação do primeiro beijo quando ele finalmente entra no palco, compreenderá. Martin Gore é o meu ailaviu, e näo há outro como ele.

Em Malmö - uma das muitas fotografias que tiro durante os concertos...

Em Malmö – uma das muitas fotografias que tiro durante os concertos…

É com espanto que leio a mensagem na qual aceita o meu convite para jantar. O que preparar? Martin Gore é como ele próprio reconhece um vegetariano cínico porque não como carne mas não larga a roupa de cabedal. Deixou de beber há anos. Corre, joga futebol, mantem-se em forma, envelheceu bem.

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Só mais uma imagem….

Enquanto ainda estou na cozinha o viking abre-lhe a porta, porque claro está, Nem penses que te vou deixar sozinha com o Martin Gore um minuto que seja!
Parece calmo e à vontade, aperta-me a mão, agradece o convite, vão para a sala os dois. Durante o jantar eu mantenho-me cool as a cucumber por fora, a mim ninguém me apanha aos gritinhos histéricos: Martin! Martin! I love you!!, e de facto agora que o tenho a mesa comigo, agora que o oiço a mastigar como um comum mortal, o meu ailaviu parece-se cada vez mais com o aquilo que realmente é: um homem de meia idade, com filhos e responsabilidades, com as suas lutas e falhas.
Conversamos acerca de livros e música, viagens e lugares onde estivemos, se mencionamos as nossas profissões fazemo-lo como se arranjar peixe ou matar lagostas fosse exatamente a mesma coisa do que tocar para milhares de pessoas todas as noites.

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OK esta é a última!

Acompanhamo-lo à porta enquanto casualmente combina uma partida de golfe com o viking, eu tenho pouca paciência para passar uma tarde a dar tacadas numa bola, muito bem vão sair os dois, ninguém me liga nenhuma, estou a ver…. Martin veste o casaco, agradece o jantar e despede-se com um abraço…. E é nesse instante, enquanto fecho a porta e o oiço descer as escadas, que volto a ser uma miúda no autocarro e revista os trinta anos de paixão assolapada passam por mim num segundo de amor impossível de controlar: Martin! Martin! I love youuuuuuuu!!

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Para o meu ailaviu preparei risoto de  cevada, cogumelos e queijo de especiarias, a receita será publicada esta semana.

O Convidei para jantar está de volta e decorre até 27 de Fevereiro na Anasbageri, o tema é como já adivinharam: Ailavius.

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Paixões assolapadas, paixonites agudas, amor de morrer…partilhem connosco os vossos grandes amores de adolescente ( e não só)
• Para participar basta que convidem para partilhar uma refeição convosco um convidado seguindo o tema proposto pelo anfitrião. Falem um pouco acerca do vosso convidado, do que lhe serviriam e porquê, e partilhem a receita do que cozinhariam connosco.
• Publiquem a participação nos vossos blogues, referindo que estão a participar neste projecto. O vosso post deve incluir um link para o desafio desse mês, e um link para esta página. https://anasbageri.wordpress.com/convidei-para-jantar/
Mais detalhes sobre este projecto e como participar/receber o projecto em vossas casas aqui.

Por favor deixem um link com a vossa participação na zona de comentários deste post.
Como sabem este projecto tem estado parado há imenso tempo por isso agradeço muito muito muito que o divulguem como melhor entenderem e que se puderem partilhem o logo deste mês nos vossos blogues e páginas do facebook.
Se estiverem interessados em receber este projecto em vossas casas, basta enviar-me uma mensagem para o e mail do costume, ou uma mensagem privada no facebook da Anasbageri.

Quase Convidei para Jantar no restaurante dos meus sonnhos

O CpJ deste mês decorre em casa da Manuela e tem como tema restaurantes de sonho

O Restaurante dos meus sonhos serve comida que respeita a natureza, as estações e a forma como a comida é produzida e chega às nossas mesas. A decoração é simples, posters antigos, uma colecção de pequenos fogões de ferro forjado, aviões e moinhos de café e pimenta. Há quadros e livros de culinária. Através das paredes de vidro vemos um pequeno porto, a ponte que nos liga à Dinamarca. Todos os produtos usados neste restaurante, das velas das mesas aos tapetes, das lâmpadas e papel às mesas e cadeiras, respeitam o ambiente.

A cozinha é semi aberta para a grande sala de jantar que abre todos os dias (expecto Domingo, dia sagrado para o descanso do pessoal) para o serviço de almoço e jantar. Os menus são magníficos, testados, apontados, tiram-se fotos sobre a melhor forma de colocar cada elemento no prato, fazem-se alterações constantes para melhorar a qualidade e apresentação de entradas pratos principais e sobremesas.

Neste restaurante nada se compra pré fabricado. Aqui não há frascos de maionese nem de pickles. No frigorífico dos legumes há grandes frascos de conservas de legumes, o pão com sourdough prepara-se duas vezes por dia na pequena padaria do restaurante. Todas as refeições se iniciam quase como em Portugal com uma tacinha de manteiga e pão quentinho sobre a mesa.

Às onze da manhã assim que está pronta a primeira fornada de pão, põe-se a mesa para o pequeno almoço do pessoal. O menu é de novo lido e cada detalhe explicado aos empregados da sala de jantar, acertam-se os últimos pormenores. Quantas mesas marcadas? Nesse grupo servimos vegetarianos? Vegans?  Quantos intolerantes à lactose? Usaste farinha de batata? Há glúten no molho?

Abrem-se as portas. O dono do restaurante  é um apaixonado por Portugal e quase todos os dias  escolhe cds da Amália ou dos Madredeus como música ambiente durante as refeições.

O som da pequena impressora anuncia a chegada dos primeiros pedidos à cozinha. “Dois gaspachos com gelado de manjericão, três patés em espera, quatro arenques fråm.” ja tack, ja tack ja tack.

Salt och Brygga um dos melhores restaurantes Eko da Suécia,  é o restaurante dos  meus sonhos, e a realidade de Björn Stenbeck, um defensor da boa comida, do ambiente, e um ciclista ferranho que já pedalou de Malmö a Lisboa.

Na cozinha trabalham três cozinheiros e o chef de cozinha, e uma estagiária –

eu.

 O primeiro serviço de jantar com o Tobias nas sobremesas

O primeiro serviço de jantar com o Tobias nas sobremesas

Cheguei há três semanas convencida que, como todos os estagiários ia passar oito horas por dia a preparar legumes, e fazer todas as tarefas que são consideradas mais aborrecidas na cozinha. Estava enganada!

Todo o pão é feito por mim, levei de casa uma caixinha com o meu starter que começámos a usar alternado com o do restaurante. Posso testar receitas, fazer sugestões, contribuir com ideias…

Milos em controlo do seu domínio, a cozinha quente

Milos em controlo do seu domínio, a cozinha quente

Cada elemento das sobremesas é pré preparado por mim. Pelas minha mãos passam diariamente quase uma centena de ovos, litros de natas, pacotes e pacotes do melhor chocolate. Os homens da cozinha, que preferem os facalhões e o calor do fogão, parecem felizes com alguém que goste de passar seis horas a fazer gelados, e de servir as sobremesas, e eu agradeço.

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Feitas as sobremesas e as entradas, (algumas com carne como o paté com fígados de galinha, não são tão divertidas de fazer,  admito) passo a ajudar na cozinha quente. A regra de ouro nas cozinhas parece ser que estagiários não tocam em proteínas, mas eu tive sorte e em especial o chef de cozinha que é o  meu orientador confia peixe e carne nas minhas mãos. Há muito pouco que os cozinheiros fazem que eu não tenho tido a oportunidade de fazer.

 restar a apresentação de uma entrada

restar a apresentação de uma entrada

Acidentes já houve. Uma vez estava eu a “olear” as formas de baguete com um spray e comentei com eles, “ é por isso que eu detesto este tipo de sprays, que mau cheiro… isto até faz mal ao estômago….”

Um dos cozinheiros também estranhou o cheiro e veio ver, alguém tinha deixado uma lata de um spray para limpar metais na padaria. Metade das baguetes foram para o lixo, as formas estão a brilhar.

Na terça-feira à tarde comecei a sentir uma enorme dor no peito e dificuldade a respirar. Eu não sou choramingas, mas não conseguia fazer nada na cozinha, telefonei ao viking e fui para o hospital. Notem que eu sou o tipo de pessoa que em caso de risco de vida toma duas aspirinas, portanto imaginem o estado em que eu estava para entrar no carro e dizer “ leva-me já para o hospital”. Aparentemente magoei uma costela o que provoca dores a respirar e movimentar o meu braço esquerdo. O médico recomendou cinco dias em casa, mas como me deu uns medicamentos bastante fortes para as dores, no dia seguinte às oito da manhã já estava de novo na cozinha.

Ontem durante o serviço de jantar servimos também um buffet para 21 pessoas pelo qual eu fui responsável. (As sobremesas ainda não estão prontas a servir)

Ontem durante o serviço de jantar servimos também um buffet para 21 pessoas pelo qual eu fui responsável. (As sobremesas ainda não estão prontas a servir)

Tem sido uma semana mais difícil porque vejo que eles estão preocupados com o que eu posso e não posso fazer, e eu tenho de pedir muitas vezes ajuda porque não consigo carregar nada mais pesadote. Eles insistem para eu ir para casa eu digo que estou óptima.

Na cozinha o tempo passa a correr e as oito horas diárias são sempre poucas para mim. Trabalho seis dias por semana, dez a doze horas por dia, por vezes catorze.

Temo o dia em que o sonho que tem sido este estágio termine, eu volto à escola, Amália continua a acompanhar as refeições, as minhas receitas e o meu starter ficam no restaurante.

Hoje não há receita, mas vou pedir autorização ao Tobias, o meu chef de cozinha para colocar aqui algumas receitas dele e do restaurante quando terminar o meu estágio.

As fotografias bonitas são do site do restaurante, as menos bonitas foram tiradas com o telemovel na correria da cozinha, talvez esta semana tenha tempo para fotografar melhor as nossas actividades.

Um abraço a todos e até breve.

Convidei para jantar – Dois pintores

Este mês por pouco não se sentavam convidados à minha mesa, mas cá estão eles: Giuseppe Arcimbold

o e H.R. Giger,  à primeira vista a mais estranha das combinações, e a minha participação do CpJ que decorre em casa da Guida.

Enquanto preparo o nosso petisco, brincam com vegetais da mesa da cozinha, e das suas mãos sai um pequeno Alien feito ao estilo de Arcimboldo. Encantador, não acham?

O petisco segue o tema dos vegetais, pataniscas de milho e cenouras, uma delícia que acompanhamos com cerveja belga, pois claro, e uma leve maionese de leite e coentros.

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Pataniscas de milho e cenoura

Ingredientes:

  • 120 g de farinha
  • 1/2 cdc de fermento em pó
  • 2 ovos
  • 1/2 dl de leite
  • sal e pimenta
  • 1 chili picadinho
  • 1 raminho de coentros picados
  • 200 gramas de cenouras raladas
  • 150 gramas de milho
  • óleo para fritar

Preparação:

Nada mais simples. Misturem rapidamente todos os ingredientes e fritem as pataniscas num pouco de óleo. (Não é preciso fritar estilo batatas, um fiozinho de óleo no fundo da frigideira para ajudar na cor e no estaladiço das pataniscas é o suficiente.

Fotos: http://www.riccart.com/english/Giuseppe-Arcimboldo.htm

mais sobre Giger – http://www.hrgiger.com/frame.htm

O pequeno alien é uma obra de Till Nowak e chama-se “Salad. Vejam mais aqui: http://www.framebox.com/