Mousse de messmör com hjortron – locais secretos e fatos de apicultor

Esta é uma receita feita com alguns produtos suecos que o meu viking adora e que vocês deverão certamente encontrar no supermercado sueco que vende também móveis. J

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Gelado de Mel e limão com honeycomb

Foi com muito prazer que recebi da Samelas um delicioso frasquinho de Raw honey ou mel multifloral para testar em algumas receitas. Como eu estava doente, foi o viking que foi buscar a encomenda e o primeiro a provar o mel.

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Panquecas com farinha de teff

Fiz há uns meses uma receita para o pequeno almoço, na qual usei farinha de teff. Foi a primeira vez que usei esta farinha e adorei o seu sabor e textura. Na altura comentei até convosco que a iria testar também em panquecas e o serrotado não me deixou desapontada.

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As panquecas sao menos macias, até porque a farinha não é super refinada, o que resultada numa textura mais quase crocante, e realmente maravilhosa. Eu deixei de usar farinha de trigo para fazer panquecas, daqui para a frente só feff, não quero outra coisa.

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Para acompanhar o meu pequeno -almoço   deliciei-me mais uma vez com os doces  da Quinta de Jugais que muito gentilmente me deu a conhecer os seus produtos.

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( O doce de morango acabou hoje, o viking está inconsolável) eu proibi-o de tocar dois sabores de doces que ainda quero usar em mais receitas, vamos ver se ele não me assalta o frigorífico e culpa os nossos meninos.

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Indico-vos a receita em chávenas (uma chávena de dois dl e meio) porque honestamente não há paciência  para balanças antes do meio litro de café mandatório antes de acordar.)

 

Se puderem comprar esta farinha, a sério, experimentem, vao gostar, garanto-vos.

Panquecas com farinha de teff – sem glúten

 

Ingredientes:

1 chávena de farinha de teff

1 ovo

1/2 chávena de leite

pitada de sal

pitada de canela

1 colhr de sopa de acucar ou mel

1 colher de sopa de manteiga

Preparacao:

Derretam a manteiga na frigideira onde vao “fritar” as vossas panquecas.

Numa tigela misturem todos os restantes ingredientes, e acrescentem no fim a manteiga derretida. Misturem bem. Deitem na frigideira quente um pouco da mistura, deixem solidificar e virem cuidadosamente a panqueca. (Antes do meu segundo café eu mal falo quanto mais atirar panquecas ao ar, façam-no por vossa conta e risco.)

Acompanhem as panquecas com o vosso doce favorito, mel, manteiga, frutos ou queijo creme.

Como fazer uma torta em menos de 15 minutos e um presente inesperado

Recebi há umas semanas da Quinta de Jugais um delicioso pacote com quatro das suas maravilhosas compotas.

Para um blogue como a Padaria, tao pouco  habituado  a colaborações com marcas e produtos portugueses, esta foi uma inesperada surpresa que me encheu de alegria.

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Depois do contacto inicial com a Mariana, acordei com muito gosto provar e fazer algumas receitas com estes produtos.

Eu não sou muito adepta de publicidade no meu blogue como certamente já terão notado, mas com nomes como Pêra Rocha e Vinho do Porto ou Abóbora e Amêndoa, como poderia resistir?

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A minha primeira sugestão é uma torta básica e super rápida que se faz em minutos, recheada com o delicioso doce de abóbora.

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Esta receita é uma variação da massa de bolos básica Genoise, o equivalente ao nosso pão de ló, e que por ser tão simples precisa sempre de uma ajudinha, neste caso um doce leve e cremoso com pedacinhos de abóbora e amêndoa.

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Há receitas que nos permitem fazer uma massa mais flexível para tortas perfeitas, mas esta é sem dúvida a mais fácil e rápida, em 15 minutos têm um bolo na mesa.

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Torta rápida com doce de abóbora e amêndoa

Ingredientes:

Torta:

  • 3 ovos
  • 85 g de açúcar
  • 85 g de farinha de trigo para bolos (baixo glúten)
  • 3 colheres de sopa de água

 

Para enrolar e rechear:

  • 3 colheres de sopa de doce de abóbora e amêndoa da quinta de jugais
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de sopa de açúcar

 

Preparação:

Comecem por aquecer o forno a 180°C.

Barrem um tabuleiro com manteiga e polvilhem-no eventualmente com farinha. Eu uso este.

Numa tigela batam os ovos com o açúcar durante 5 minutos.

Juntem a agua, batam mais um minuto.

Adicionem a farinha peneirada e envolvam sem bater para não perdermos o ar que temos na massa e que vai fazer o bolo crescer.

Deitem o preparado no tabuleiro espalhando bem até aos cantos.

Levem ao forno durante aproximadamente 5 minutos.

Entretanto abram um pano na vossa mesa e polvilhem-no com açúcar e canela.

Abram o frasco de doce de abóbora e tentem não o comer todo à colher.

Assim que a torta estiver cozida virem-na sobre o pano, espalhem por cima o doce e enrolem-na com a ajuda do pano.

Coloquem a torta num  prato de servir e deliciem-se!

Marmelada com uma história de terror

 Imagino que por esta altura ninguém  precise de outra receita de marmelada, mas depois de meses a sonhar com este doce, consegui finalmente comprar marmelos, uma estreia por aqui. Podia até ter reservado este post para o Halloween, porque mais do que uma receita de marmelada, esta é uma história de terror.

Quando era criança, era na casa da  minha que se preparava este e outros doces e compotas. A minha mãe despertou tarde para as artes culinárias, e se é verdade que hoje venho de Portugal com frasquinhos dos seus magníficos doces e figos em calda, tempos houve em que a cozinha da minha progenitora era, devido aos seus temíveis cozinhados, dos quais com horror destaco: mão de vaca, sopa de feijão, soja e ovos escalfados, pouco mais do que um local de tortura.

Certo dia, não sei porquê, a minha mãe decidiu fazer marmelada, pelo que a minha irmã e eu nos instalámos com ela na cozinha, prontas a acompanhar o acontecimento. Com os marmelos já cozidos numa enorme panela, a minha mãe trouxe da despensa um pacote de açúcar, (penso que a marca era Sidul, um pacote de cor parda com letras azuis e cor de rosa).

Com espanto e incredulidade  notámos o que nos pareceu impossível, o açúcar  que a minha mãe estava a deitar sobre os marmelos tinha formigas! A minha mãe, peremptória como só ela, ignorou os nossos pedidos para que por favor poupasse as pobres formigas, com um simples “Não faz mal fica a marmelada com mais proteínas.”

E foi desta forma que cheias de horror  assistimos à chacina das formiguinhas, que depois de cozidas vivas, e como se isso não fosse suficiente, foram trituradas pela varinha mágica.

Escusado será dizer que fomos obrigadas a comer a marmelada  nos nossos habituais papo-secos para o lanche da escola, e cada vez que trincávamos algo mais duro, ou víamos um pontinho escuro na marmelada, que bem podia ser um restinho de caroço, lá nos lembrávamos das formiguinhas a ferver. A minha mãe pouco dada a “frescuras” rematava a conversa com “ficou boa a marmelada, as formigas deram-lhe um picantezinho”.

Felizmente, penso, não foi receita que tenha repetido.

A receita que se repete é a da minha tia, vinda de uma Teleculinária de 1980. No blog da minha tia podem ver também a sua deliciosa receita de geleia de marmelos.

Para a marmelada

Para os meus sogros que nunca comeram marmelada, fiz estes mini "queijinhos"

Ingredientes:

  • A mesma quantidade de açúcar e marmelos limpos (guardem a casca e caroços para a geleia)
  • 1 dl de água por cada quilo de marmelos.
  • 2 paus da canela

Preparação:

Levem ao lume todos os ingredientes. Quando o doce começar a ferver contem vinte minutos (eu queria uma marmelada mais escura por isso contei 30).

Retirem os paus de canela, passem a marmelada pela varinha mágica e coloquem em taças tapadas com papel vegetal a secar. Depois de seca podem guardar a marmelada no frigorífico.