Risotto de sonho com alho selvagem e cavala fumada

Tendo em consideração a minha paixão por risoto e a quantidade de receitas desta prato que já partilhei convosco, imaginarão que há anos e anos que venho aperfeiçoando a minha técnica para um arroz cremoso e cheio de sabor.

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Fusão sem confusão, e um risoto para dois

Admito que nao sou admiradora da chamada cozinha de fusão. Um risoto é um risoto, sushi é sushi.

Antes desta receita sem alguém me dissesse que podíamos terminar um delicioso risoto com um pouco de creme fraiche em vez de manteiga, teria tido a mesma reação de quando vi o meu antigo HC a  usar natas para o mesmo efeito: Blasfémia!

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Imagino que em vossas casas estão também a pensar, que eu endoideci e que para a semana há aqui no blogue uma receita de pizza de ovos moles, mas acreditem em mim, este risoto é fantástico e um pouco mais leve do que o tradicional. Subiu já para o top das refeições favoritas do viking, e se experimentarem será certamente uma das vossas também.

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Foi o nosso prato principal para o dia de S Valentim antecipado no domingo passado, e o viking perguntou se eu podia voltar a fazer esta receita caso estivesse livre dia 14.

Eu uso salmão fumado a quente, o sabor e textura deste tipo de cura é muito diferente do salmão fumado a frio, e se conseguirem encontrar o primeiro, aconselho-vos vivamente a que experimentem.

Decorei o prato com “caviar vegetariano”, mas outra excelente alternativa é caviar de salmão.

 

 

Risoto de salmão com creme fraiche

 

Ingredientes (duas pessoas)

1 cebolinha picada

1 ramo de endro

1 colher de sopa de óleo

1,5 dl de arroz para risoto (usamos carnaroli)

0,5 dl de vermute seco

caldo de legumes, ou marisco qb

sal e pimenta

2 colheres de sopa de queijo parmesão

2 colheres de sopa de creme fraiche

salmão fumado a quente

caviar vegetariano

 

Preparação:

Fritem levemente a cebolo no óleo sem deixar ganhar cor.

Juntem o arroz, fritem e acrescentem o vermute. Deixem o álcool evaporar.

Aos poucos vão juntando o caldo quente, mexendo de vez em quando. Temperem com sal e pimenta.

Quando o risoto estiver cozido ao vosso gosto, retirem do lume e acrescentem o queijo ralado e o creme fraiche.

Sirvam imediatamente decorado com salmão, endro e caviar.

Estarei livre? E a entrada para o jantar de dia dos namorados: Råraka com todos

Estava este ano planeado que não trabalharia no próximo fim-de-semana, o que sendo ou não dia dos namorados, é um motivo de festejos cá em casa.

Isto foi antes das notícias de que teremos banquetes sexta, sábado e domingo. O HC claro, disse-me com olhinhos tristes, “eu não posso mesmo vir”, nem  esperávamos outra coisa, ficamos nós, os de sempre a tomar conta destes eventos.

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O viking está um bocadinho aborrecido, mas para o animar fiz ontem um menu especial, que vou partilhar convosco durante a semana, o nosso menu para um jantar romântico.

A entrada é um prato tradicional sueco, que viram se nos seguem no instagram há umas semanas. Råraka com creme fraiche, endro, caviar e cebolas. É uma versao sueca da entrada russa feita com blinis, é mais rápida e muito mais simples de preparar. No fim do post há uma lista de receitas simples e rápidas que ao fazer um brilharete nos vossos jantares.

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Tradicionalmete usa-se um caviar a que se chama löjrom, é o que servimos no hotel, eu admito que nao sou grande apreciadora de caviar e em casa uso, “caviar vegetariano”, nao tem o mesmo sabor, mas adoro as bolinhas salgadas e fresquinhas. Penso que podem encontrar caviar sueco nas lojas ikea.

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Råraka com caviar, creme fraiche e endro

Ingredientes: (duas pessoas)

  • 1 batata grande ralada e bem espremida temperada com sal e pimenta
  • manteiga para fritar
  • creme fraiche
  • caviar
  • endro

cebolas vermelhas muito finamente picadas.

Preparação:

Aqueçam a manteiga e fritem pequenas panquecas feitas apenas com a batata ralada. Mantenham a temperatura média para evitar queimar a manteiga.

Sirvam com o caviar, endro, cebolas e creme fraiche. Tao simples!

Comer cebolas cruas num jantar romantico nao será boa ideia, mas li que se os dois comerem os mesmos ingredientes, não sentirão o cheiro a cebolas da vossa cara metade.

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Entradas:

Torta de ervilhas e salmão fumado

Waffles com salmão fumado

Vieiras com puré de girassol batateiro

Chevre chaud

Pratos Principais:

Sopa de peixe do Kramer

Salmão do nosso casamento

Risotto de beterrabas

Lombos com pommes Anna e puré de Brócolos

Tagliata de bife com salada e parmesao do Heston

Polenta cremosa com óleo de endro e queijo parmesao

Risotto de cevada e cogumelos

Skype, tecnofobia, cubo mágico e torta de ervilhas

A minha mãe, de quem vos falei há uns anos no post sobre uma história de terror (mãe, carrega em história de terror, está a azul, é uma ligação para outra página.), descobriu este domingo e via skype que eu tenho um sítio online onde escarrapacho a minha vida.
Será que eu em cinco anos, e vá dando o desconto do tempo em que a padaria esteve fechada, nunca lhe disse que tinha um blogue? Duvido.
A conversa foi a seguinte:
Mãe – Então estás muito cansada? Pareces cansada…tens uma borbulha no nariz já viste? ( como se não tivesse espelhos em casa…) Tens trabalhado muito? Como vai o restaurante? Trabalhaste ontem? O teu rapaz? Estás a descansar? O que estás a fazer?
Eu- Se lesses o meu blogue sabias tudo….
Mãe- E onde é que eu leio isso?
Eu- Chama o pai….

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A minha mãe sempre foi um pouco tecnofóbica. Bem, para vos ser honesta, não sei se é tecnofobia se a grande dificuldade que tem em admitir que não sabe fazer tudo e que há coisas que alguém tem de lhe ensinar. Talvez seja apenas avessa a coisas novas.

Explico-vos. A minha mana e eu fomos as últimas miúdas a ter um cubo mágico, e foi o nosso pai que o comprou num sábado de manhã de compras na baixa, (na casa da borracha ou dos pneus, não me lembro o nome). A mãe claro foi contra, irritava-se com o som do cubo, e num dia que a minha mana e eu lutávamos pelo objecto, abriu a janela e atirou-o borda fora.

Eu fui com o meu pai (que tem uma paciência de Jó) na manhã seguinte desencantar o cubinho plantado entre as alfaces de uma hortinha que um vizinho tinha por essa altura nas nossas traseiras.

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Até ao momento em que, penso que para nos provar o quão fácil era completar o quebra-cabeças, pegou no cubo. A minha mãe que em termos de teimosia/determinação é cem vezes pior do que eu, já não o largou. A minha mana e eu fomos proibidas de tocar no brinquedo, a minha mãe comprou um livro para aprender a resolver o cubo e passava todos os momentos livres agarrada a ele.
Noite após noite, adormecíamos com o som do qqqrrrr qqqqrrrr vindo do quarto dos meus pais, a minha mãe, na cama, de livro e lápis na mesa de cabeceira, cubo nas mãos.
Acordámos uma vez com os seus gritos “Consegui, consegui!”.
O cubo foi posto na estante, um monumento à enorme tenacidade da minha mãe, o Oscar da sua determinação.

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A minha mãe não parece muito entusiasmada com o facto de eu partilhar a minha vida com os meus leitores, tal como foi contra a minha mudança de carreira, imagino que também não goste de blogues, mas se bem a conheço isto não vai durar.
Daqui a pouco tem um blogue maior do que o meu, vai começar a acordar às seis da manhã para ter tempo de cozinhar e fotografar com boa luz. Mais ninguém terá acesso ao computador, e ninguém poderá tocar na comida antes das fotografias serem aprovadas.

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Domingo, enquanto conversávamos, tinha eu esta torta no forno. Gosto imenso de comer salmão com ervilhas, e ando a imaginar formas e receitas diferentes com esta combinação, esta é apenas a primeira.
Esta torta é leve e macia, e pode ser servida como uma entrada fria, ou prato principal acompanhada de mais ervilhas e um pouco de queijo fresco e óleo de endro ou menta.

Torta de ervilhas com salmão fumado e queijo creme

Ingredientes: (4 porções)
Torta:
100 gramas de ervilhas congeladas
3 ovos
50 gramas de farinha
4 colheres de sopa de água
S&P

Recheio:
Salmão fumado
Queijo creme

Para acompanhar
Ervilhas
Queijo creme
Óleo de endro ou menta

Preparação:
Aqueçam o forno a 150°C. Forrem um tabuleiro com papel vegetal e barrem-no com manteiga.
Cozam as ervilhas em água com sal. Escorram-nas e coloquem-nas em água gelada para manterem a cor. Triturem as ervilhas com a água e as gemas. Misurem a farinha peneirada e as claras batidas em castelo. Temperem com sal e pimenta. Coloquem o preparado no taubuleiro, alisem e levem ao forno durante aproximadamente 15 minutos, verifiquem se a torta está pronta com um palito, como se fosse um bolo normal.
Retirem a torta do forno. Eu costumo enrolar a torta imediatamente sem recheio, deixar arrefecer e depois cuidadosamente desenrolo a torta, coloco o recheio e volto a enrolar.
Sirvam com ervilhas e queijo creme.