Risotto de sonho com alho selvagem e cavala fumada

Tendo em consideração a minha paixão por risoto e a quantidade de receitas desta prato que já partilhei convosco, imaginarão que há anos e anos que venho aperfeiçoando a minha técnica para um arroz cremoso e cheio de sabor.

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Panquecas com farinha de teff

Fiz há uns meses uma receita para o pequeno almoço, na qual usei farinha de teff. Foi a primeira vez que usei esta farinha e adorei o seu sabor e textura. Na altura comentei até convosco que a iria testar também em panquecas e o serrotado não me deixou desapontada.

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As panquecas sao menos macias, até porque a farinha não é super refinada, o que resultada numa textura mais quase crocante, e realmente maravilhosa. Eu deixei de usar farinha de trigo para fazer panquecas, daqui para a frente só feff, não quero outra coisa.

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Para acompanhar o meu pequeno -almoço   deliciei-me mais uma vez com os doces  da Quinta de Jugais que muito gentilmente me deu a conhecer os seus produtos.

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( O doce de morango acabou hoje, o viking está inconsolável) eu proibi-o de tocar dois sabores de doces que ainda quero usar em mais receitas, vamos ver se ele não me assalta o frigorífico e culpa os nossos meninos.

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Indico-vos a receita em chávenas (uma chávena de dois dl e meio) porque honestamente não há paciência  para balanças antes do meio litro de café mandatório antes de acordar.)

 

Se puderem comprar esta farinha, a sério, experimentem, vao gostar, garanto-vos.

Panquecas com farinha de teff – sem glúten

 

Ingredientes:

1 chávena de farinha de teff

1 ovo

1/2 chávena de leite

pitada de sal

pitada de canela

1 colhr de sopa de acucar ou mel

1 colher de sopa de manteiga

Preparacao:

Derretam a manteiga na frigideira onde vao “fritar” as vossas panquecas.

Numa tigela misturem todos os restantes ingredientes, e acrescentem no fim a manteiga derretida. Misturem bem. Deitem na frigideira quente um pouco da mistura, deixem solidificar e virem cuidadosamente a panqueca. (Antes do meu segundo café eu mal falo quanto mais atirar panquecas ao ar, façam-no por vossa conta e risco.)

Acompanhem as panquecas com o vosso doce favorito, mel, manteiga, frutos ou queijo creme.

Estarei livre? E a entrada para o jantar de dia dos namorados: Råraka com todos

Estava este ano planeado que não trabalharia no próximo fim-de-semana, o que sendo ou não dia dos namorados, é um motivo de festejos cá em casa.

Isto foi antes das notícias de que teremos banquetes sexta, sábado e domingo. O HC claro, disse-me com olhinhos tristes, “eu não posso mesmo vir”, nem  esperávamos outra coisa, ficamos nós, os de sempre a tomar conta destes eventos.

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O viking está um bocadinho aborrecido, mas para o animar fiz ontem um menu especial, que vou partilhar convosco durante a semana, o nosso menu para um jantar romântico.

A entrada é um prato tradicional sueco, que viram se nos seguem no instagram há umas semanas. Råraka com creme fraiche, endro, caviar e cebolas. É uma versao sueca da entrada russa feita com blinis, é mais rápida e muito mais simples de preparar. No fim do post há uma lista de receitas simples e rápidas que ao fazer um brilharete nos vossos jantares.

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Tradicionalmete usa-se um caviar a que se chama löjrom, é o que servimos no hotel, eu admito que nao sou grande apreciadora de caviar e em casa uso, “caviar vegetariano”, nao tem o mesmo sabor, mas adoro as bolinhas salgadas e fresquinhas. Penso que podem encontrar caviar sueco nas lojas ikea.

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Råraka com caviar, creme fraiche e endro

Ingredientes: (duas pessoas)

  • 1 batata grande ralada e bem espremida temperada com sal e pimenta
  • manteiga para fritar
  • creme fraiche
  • caviar
  • endro

cebolas vermelhas muito finamente picadas.

Preparação:

Aqueçam a manteiga e fritem pequenas panquecas feitas apenas com a batata ralada. Mantenham a temperatura média para evitar queimar a manteiga.

Sirvam com o caviar, endro, cebolas e creme fraiche. Tao simples!

Comer cebolas cruas num jantar romantico nao será boa ideia, mas li que se os dois comerem os mesmos ingredientes, não sentirão o cheiro a cebolas da vossa cara metade.

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Entradas:

Torta de ervilhas e salmão fumado

Waffles com salmão fumado

Vieiras com puré de girassol batateiro

Chevre chaud

Pratos Principais:

Sopa de peixe do Kramer

Salmão do nosso casamento

Risotto de beterrabas

Lombos com pommes Anna e puré de Brócolos

Tagliata de bife com salada e parmesao do Heston

Polenta cremosa com óleo de endro e queijo parmesao

Risotto de cevada e cogumelos

Panquecas de amêndoa e flocos de aveia e o Natal quase aqui

Este ano passamos de novo, e porque eu estou a trabalhar o Natal na Suécia, mas  pela primeira vez vamos festejar esta data em nossa casa. Até comprámos uma árvore de Natal! (Foto no instagram) Eu comecei já a planear o que vamos servir, e tudo o que vou cozinhar. Hoje voltei à minha cozinha e fiz panquecas para o pequeno almoço. Aproveitei e tirei também umas fotografias para  partilhar convosco esta receita simples e saudável, uma boa foram de começar o dia nestas semanas antes dos habituais excessos festivos.

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Esta receita é vegan, sem lactose e sem glúten, e deliciosa.

 

A quantidade é suficiente para alimentar três a quatro pessoas.

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Panquecas de amêndoa e flocos de aveia –  vegan, sem lactose, sem glúten

Ingredientes:

3 dl de água

55 g de amêndoas sem pele

130 g de flocos de aveia

1 pitada de canela

1 colher de sopa rasa de farinha maizena

1 maçã ralada

óleo de coco para fritar

Para acompanhar:

Mel

Frutos vermelhos

 

Preparação:

Num copo misturador comecem por bater as amêndoas e a água. Juntem os restantes ingredientes.

Fritem as panquecas num pouco de gordura, eu usei  óleo de coco. Sirvam com mel e frutos silvestres.

Skype, tecnofobia, cubo mágico e torta de ervilhas

A minha mãe, de quem vos falei há uns anos no post sobre uma história de terror (mãe, carrega em história de terror, está a azul, é uma ligação para outra página.), descobriu este domingo e via skype que eu tenho um sítio online onde escarrapacho a minha vida.
Será que eu em cinco anos, e vá dando o desconto do tempo em que a padaria esteve fechada, nunca lhe disse que tinha um blogue? Duvido.
A conversa foi a seguinte:
Mãe – Então estás muito cansada? Pareces cansada…tens uma borbulha no nariz já viste? ( como se não tivesse espelhos em casa…) Tens trabalhado muito? Como vai o restaurante? Trabalhaste ontem? O teu rapaz? Estás a descansar? O que estás a fazer?
Eu- Se lesses o meu blogue sabias tudo….
Mãe- E onde é que eu leio isso?
Eu- Chama o pai….

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A minha mãe sempre foi um pouco tecnofóbica. Bem, para vos ser honesta, não sei se é tecnofobia se a grande dificuldade que tem em admitir que não sabe fazer tudo e que há coisas que alguém tem de lhe ensinar. Talvez seja apenas avessa a coisas novas.

Explico-vos. A minha mana e eu fomos as últimas miúdas a ter um cubo mágico, e foi o nosso pai que o comprou num sábado de manhã de compras na baixa, (na casa da borracha ou dos pneus, não me lembro o nome). A mãe claro foi contra, irritava-se com o som do cubo, e num dia que a minha mana e eu lutávamos pelo objecto, abriu a janela e atirou-o borda fora.

Eu fui com o meu pai (que tem uma paciência de Jó) na manhã seguinte desencantar o cubinho plantado entre as alfaces de uma hortinha que um vizinho tinha por essa altura nas nossas traseiras.

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Até ao momento em que, penso que para nos provar o quão fácil era completar o quebra-cabeças, pegou no cubo. A minha mãe que em termos de teimosia/determinação é cem vezes pior do que eu, já não o largou. A minha mana e eu fomos proibidas de tocar no brinquedo, a minha mãe comprou um livro para aprender a resolver o cubo e passava todos os momentos livres agarrada a ele.
Noite após noite, adormecíamos com o som do qqqrrrr qqqqrrrr vindo do quarto dos meus pais, a minha mãe, na cama, de livro e lápis na mesa de cabeceira, cubo nas mãos.
Acordámos uma vez com os seus gritos “Consegui, consegui!”.
O cubo foi posto na estante, um monumento à enorme tenacidade da minha mãe, o Oscar da sua determinação.

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A minha mãe não parece muito entusiasmada com o facto de eu partilhar a minha vida com os meus leitores, tal como foi contra a minha mudança de carreira, imagino que também não goste de blogues, mas se bem a conheço isto não vai durar.
Daqui a pouco tem um blogue maior do que o meu, vai começar a acordar às seis da manhã para ter tempo de cozinhar e fotografar com boa luz. Mais ninguém terá acesso ao computador, e ninguém poderá tocar na comida antes das fotografias serem aprovadas.

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Domingo, enquanto conversávamos, tinha eu esta torta no forno. Gosto imenso de comer salmão com ervilhas, e ando a imaginar formas e receitas diferentes com esta combinação, esta é apenas a primeira.
Esta torta é leve e macia, e pode ser servida como uma entrada fria, ou prato principal acompanhada de mais ervilhas e um pouco de queijo fresco e óleo de endro ou menta.

Torta de ervilhas com salmão fumado e queijo creme

Ingredientes: (4 porções)
Torta:
100 gramas de ervilhas congeladas
3 ovos
50 gramas de farinha
4 colheres de sopa de água
S&P

Recheio:
Salmão fumado
Queijo creme

Para acompanhar
Ervilhas
Queijo creme
Óleo de endro ou menta

Preparação:
Aqueçam o forno a 150°C. Forrem um tabuleiro com papel vegetal e barrem-no com manteiga.
Cozam as ervilhas em água com sal. Escorram-nas e coloquem-nas em água gelada para manterem a cor. Triturem as ervilhas com a água e as gemas. Misurem a farinha peneirada e as claras batidas em castelo. Temperem com sal e pimenta. Coloquem o preparado no taubuleiro, alisem e levem ao forno durante aproximadamente 15 minutos, verifiquem se a torta está pronta com um palito, como se fosse um bolo normal.
Retirem a torta do forno. Eu costumo enrolar a torta imediatamente sem recheio, deixar arrefecer e depois cuidadosamente desenrolo a torta, coloco o recheio e volto a enrolar.
Sirvam com ervilhas e queijo creme.