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Arroz doce brulee – e vegan

Como vos conto por vezes muito raramente faço sobremesas com arroz em casa. O viking acha o conceito de misturar arroz com açúcar estranho e recusa-se por hábito a tocar nestes doces.Mas eu adoro arroz doce, nao todos, não todas as receitas. O arroz doce da minha farmor, feito sem ovos e com muita canela.

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Caril de batatas doces, coco e erva cidreira

O almoço que comemos no restaurante Chen che que visitámos há  algum tempo e acerca do qual vos contarei tudo (assim que conseguir aceder às fotografias de Berlim que estão presas no meu telefone), foi a inspiração para este prato delicioso que fiz para um jantar cá em casa.

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A minha vida na Suécia · bolos e sobremesas · comida sueca · Cremes, molhos, gelados e mousses · Uncategorized

A minha parede, o que nos reconforta e risifrutti caseiro

Se me seguem no instagram já viram certamente imagens da mesa e parede da minha cozinha. É aqui que planeio as nossas viagens,  é aqui que preparo a maioria das minhas receitas, é sentada a esta mesa, e enquanto luto por um espacinho com os meninos que escrevo os posts da Padaria.

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Este espaço é o meu lugar favorito, e todos os dias antes de sair de casa às 4.45 am, encosto-me à bancada uns segundos e olho para a minha parede. Passar pelas memórias destes objectos, ajuda-me a contar as minhas bênçãos, reconforta-me e prepara-me para os dias de trabalho quase sempre complicados.É como um ganhar de forças, de me lembrar do que realmente é importante para mim, do meu percurso, dos meus sonhos e tantos planos ainda por concretizar.

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A parede foi pintada pela minha mãe que nos veio ajudar quando comprámos este apartamento, nem pestanejou quando viu a tinta preta. E embora eu bem saiba que por dentro estava a pensar “onde é que eu errei?” –  disse apenas “vai ficar muito giro”.

O móvel cheio de produtos de mercearia e outros brinquedos meus, foi um presente da minha sogra. Era dela e branco. Nós comentámos um dia casualmente que queríamos um armário assim mas em preto. A minha sogra que é a melhor sogra do mundo, não precisou de ouvir mais nada, na próxima visita tínhamos o armário no seu hall de entrada à nossa espera.O açucareiro de alumínio era da minha farmor, veio comigo quando eu me mudei para a Suécia.

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Temos música e um poster que trouxemos do museu Giger, e que representam algumas das coisas que mais gostamos de fazer: viajar, ir a concertos, visitar museus, filmes….

Nas molduras brancas estão as meias que o meu mano usou durante o TDS e que nos ofereceu depois. (vejam aqui o post sobre o TDS)

A minha kitchen Aid.

Sonhei como todos os que gostam de fazer bolos, anos com uma kitchen aid. Anos. Queria tanto ter uma, mas achei sempre um desperdício de dinheiro, ia às lojas, olhava para elas, escolhia a cor, desistia. “com este dinheiro vou passar um fim de semana a Londres”

DSC_0961Um dia jurei a mim mesma que compraria uma kitchen aid vermelha assim que começasse a trabalhar numa cozinha, mesmo que sejam só umas horas, mesmo que seja um trabalho temporário, primeiro salário vai para a batedeira.E comprei-a, um mês depois do meu primeiro trabalho em Lomma, não com o meu salário, mas espantem-se com as gorjetas!

Olho para estes objectos que não passam disso mesmo, e sinto-me reconfortada, é como ter a minha família comigo, como me lembrar de nunca desistir dos nossos sonhos.

E a propósito de reconforto, partilho hoje convosco uma das minhas “Comfort food” para quando estou doentinha. Na Suécia vendem-se uns potinhos de uma espécie de arroz doce com compota de frutas – Risifrutti, e quando estou tao cansada ou adoentada que não consigo comer mais nada, é uma caixinha destas que me reconforta.

A versão que partilho hoje é um upgrade a sobremesa desta merenda apreciada por tantos suecos.É uma receita fresca, leve e muito fácil de fazer, um arroz doce ideal para o verão que se prepara em minutos!

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Usei framboesas e morangos, mas podem optar por qualquer outro fruto.

 

Para 5 copinhos:

Arroz:

2 dl de arroz cozido em muita água, escorrido e bem frio

2,5 dl de natas

icing sugar a gosto

extrato de baunilha

 

Molho e frutos:

200 g de framboesas congeladas

2 colheres de açúcar

morangos frescos

 

Preparação:

Levem as framboesas ao lume com o açúcar. Quando estiverem desfeitas, passem-nas por um passador de rede fina e esfriem.

Cortem o morangos

Batam as natas em chantilly adicionando o icing sugar e a baunilha

Misturem o chantilly com o arroz.

 

Coloquem um pouco do molho no fundo dos copinhos, encham-nos com o arroz e decorem com os moranguinhos.

Sirvam frio.

Peixe · vegetais e outros acompanhamentos

À descoberta de antigos amores

Quando vivemos durante muito tempo longe do local onde crescemos, tornamo-nos aos poucos turistas na nossa terra. Há pessoas na televisão que não conhecemos, não percebemos metade das piadas e historietas que se contam e invariavelmente acabamos perdidos pelas ruas da nossa cidade.

Mas esta sensação de quase desenraizamento, tem também as suas vantagens. Tudo o que esquecemos, tudo o que durante anos nos foi demasiado próximo para que o pudéssemos notar,  se transforma  numa excitante e fantástica descoberta. Uma varanda de ferro forjado na rua por onde costumávamos passar todos os dias, as caixas de fruta à porta da mercearia, o design e cor das caixas de Nestum com mel.

Com a  comida a experiência é semelhante, e em cada prato esquecido há a redescoberta de uma infinidade de sabores e memórias que por instantes voltam a ganhar vida.

Numa das nossas últimas visitas a Portugal, deliciamo-nos com  o que para mim foi o reacender de uma velha chama, e para o viking  a descoberta de um novo amor: peixe frito e arroz de feijão. E embora no nosso dia-a-dia não tenhamos por hábito comer  fritos, para um almoço de fim-de-semana, comido sem pressa nem preocupações,  o sabor deste peixe bem temperado e estaladiço combinado com  o arroz acabado de fazer e ainda húmido e escorregadio, é um luxo de que não abdicamos.

Desta vez fiz usei feijão preto e chili fresco, mas outro dos nossos favoritos é o arroz de feijão vermelho com poejos que trago de Portugal. Como um dia não são dias, tempero bem os filetes e pano-os a sério, mas se não gostam ou não podem comer o peixe preparado desta forma, vejam esta opção super saudável e igualmente deliciosa.

Ingredientes (2/3 pessoas)

Peixe:

  • Filetes de peixe branco
  • 1 dente de alho picado
  • Sumo e raspa de 1 limão
  • Sal e pimenta
  • Chili fresco
  • Pão ralado
  • 1 ovo batido
  • Farinha
  • Óleo para fritar

Arroz:

  • Uma cebola pequena picada
  • 1 fio de azeite
  • 1 dl de arroz
  • 2 dl de feijão preto cozido
  • Sal e pimenta
  • Chili fresco

Preparação:

Algum tempo antes de preparar a refeição, temperem os filetes com o alho, o limão, sal, pimenta e um pouco de chili e reservem.

Escorram bem os filetes, passem-nos por farinha, depois pelo ovo batido, e finalmente pelo pão ralado. Disponham os filetes prontos a fritar num prato, e prepararem entretanto o arroz.

Num tachinho amoleçam a cebola com o azeite e chili, cuidado para não queimar. Acrescentem o arroz e fritem até estar translucido. Juntem a água a ferver, temperem,  misturem o feijão. Tapem o tacho e cozinhem em lume baixo/médio durante 8 minutos.

Aqueçam numa frigideira um pouco de óleo, uma altura de um dedo é o suficiente. Não aqueçam demasiado o óleo, eu mantenho o lume médio. Com cuidado coloquem os filetes na frigideira, virando-os quando estiverem dourados. Depois de prontos, coloquem-nos num prato forrado com papel absorvente.