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Arroz doce brulee – e vegan

Como vos conto por vezes muito raramente faço sobremesas com arroz em casa. O viking acha o conceito de misturar arroz com açúcar estranho e recusa-se por hábito a tocar nestes doces.Mas eu adoro arroz doce, nao todos, não todas as receitas. O arroz doce da minha farmor, feito sem ovos e com muita canela.

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Tarte brûlée de limão

 Já a chegar o fim de Março e do desafio da Marta que desta vez nos convidou a usar limões como os ingredientes nas nossas receitas, aqui fica a minha participação neste passatempo que se tem vindo tornar mais e mais interessante em cada edição.

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Crème brulée perfeito e o Masterchef Portugal

Mal posso esperar pelo Masterchef Portugal!!

Sou uma fã dos programas Masterchef, deixem-me corrigir, sou uma fã de alguns Materchefs. Há anos que sigo o original UK, amadores e profissionais, o mega Masterchef Australia que também tem a versões profissionais com o muito sexy Marco Pierre White como mentor.

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Detesto a série americana porque me parece extra falsa com caretas e gritaria dos jurados.
Da versão sueca nem falo….
Vi no youtube uns bocadinhos da primeira sessão do Masterchef português e sinceramente não gostei. Não gostei da arrogância dos jurados, do tom falso e claramente copiado dos outros masterchefs.
Infelizmente da segunda sessão vi só os poucos episódios que estavam disponíveis online, e os bocadinhos com as masterclasses no site da TVI. Adorei!
É claro que o Sr Goucha é sempre ele, um bocadinho a dar para o sentimentalista, mas aplaudo o trabalho que fez em conjunto com os dois chefs profissionais, que embora justos e exigentes não me parece que tenham humilhado nenhum concorrente.

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O chef Miguel Rocha Vieira é hilariante e faz um tipo de cozinha com a qual me identifico muito, o chef Paula, um pouco mais old school, mas igualmente simpático e  talentoso.
Num dos episódio que vi, uma concorrente muito bonita e simpática, falhou pelo que me lembro duas vezes um crème brulée.
Não quero parecer-vos arrogante, mas não há como um crème brulée  possa correr mal.
Quer dizer há, há maneira de todas as receitas que fizemos centenas de vezes falharem. Quando se tenta fazer macarons ou crème brulée em meia hora, vai correr mal.
Quando temos de cozinhar para cem pessoas numa hora  e decidimos fazer carapaus alimados em vez de filetes no forno, quando estamos na converseta a descascar cenouras como se estivéssemos em casa, vai correr mal.

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E é em honra dos concorrentes do masterchef, das suas quedas, lágrimas, cortes e queimaduras, dos cremes talhados, dos fondants de chocolate demasiado cozidos, e das centenas de  coulis, que hoje partilho convosco a mais simples e deliciosa receita de crème brulée.

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E há passo-a-passo para os noviços na cozinha.
Meus amigos, esqueçam o banho-Maria e o agitar as forminhas para ver se o crème brulée está pronto, isto é crème brulée à prova de desastrados e gente sem jeiteira para a cozinha, vamos a isto:

Para cinco tacinhas:

Ingredientes:

– 5 dl de natas
– 1 dl de gemas (4 ou 5)
– 125 gramas de açúcar
– Baunilha ou outro aroma
– Açúcar para queimar

 

Vão precisar de:
• Tacinhas
• 1 batedor de varas
• 1 forno
• 1 tabuleiro
• 1 tigela
• 1 panelinha
• 1 passador de rede e um termómetro* (opcional)
• 1 queimador de crème brulée

*(Embora não obrigatório, aconselho todos a comprarem um termómetro para a cozinha, neste post já antigo há links para os termómetros que uso.)

Preparação:

Aqueçam o forno a 83 graus, se não confiarem no vosso forno, certifiquem-se da temperatura com um termómetro.

Levem ao lume as natas com o açúcar e a baunilha.
Batam as gemas (eu passo as gemas por um passador de rede).
Quando as natas levantarem fervura deitem-nas sobre as gemas, batam bem e deitem o prepa-rado nas tacinhas.

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Se tiverem um queimador usem-no na superfície do crème brulée muito ao de leve, apenas para tirar as bolhas de ar e conseguir um creme brulée ainda mais macio.(Sem a opção do queimador, retirem a espuma com uma colherzinha)

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Levem as tacinhas ao forno apenas num tabuleiro.
Desde que o forno mantenha uma temperatura que não exceda os 85°C (para o creme não coa-gular), o nosso crème brulée vai “assentar” sem se transformar em ovos mexidos.

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As tacinhas que fiz demoraram 45 minutos no forno, mas depende do seu tamanho e quanti-dade de crème brulée.
O objectivo é que o crème brulée aqueça até atingir uma temperatura de 83°C. Ora, como já estão ver, se o forno está nesta temperatura não há como cozer demasiado os crème brulée, mesmo que se esqueçam deles e vão dormir uma sesta.

Se quiserem estar 100% seguros, controlem a temperatura do centro dos crème brulée com um termómetro.
Assim que estiverem prontos coloquem-nos no frigorífico ou o calor da taça vai continuar a cozer a vossa sobremesa.

Antes de servir polvilhem com açúcar e queimem com o vosso pequeno lança-chamas, usem o grill do vosso forno, ou um queimador de ferro.