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Ervilhas para a Marta

A Marta  – Intrusa na Cozinha criou uma nova rúbrica no seu blogue e convida-nos todos todos os meses a nos nossos blogues,  publicar receitas que usam um determinado ingrediente. Abril  é mês de ervilhas.

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E se em casa da Marta há já várias suestes que usam este legume de que tanto gosto, eu
deixo-vos para começar uma sugestão muito simples de uma sopa que faço em minutos e que serve acima de tudo para dar a conhecer este projecto tão interessante.

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Há talvez um ano publiquei uma torta deliciosa de ervilhas e salmão, vejam aqui.

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Sopa Primavera:

Ingredientes: (sem medidas como sempre neste tipo de sugestões)

ervilhas congeladas

1 cebola picada

2 palsternacas picadas Abril 2016

caldo de legumes

1 batata

azeite

sal e pimenta

rebentos de ervilhas

creme fraiche

queijo parmesão

 

Preparacao:

Levem ao lume todos os ingredientes excepto o rebentos de  ervilha, as ervilhas, o  caldo e o creme fraiche. ( o queijo, claro)

refoguem ligeiramente o preparado, acrescentem o caldo de legumes, ou água e quando os legumes estiverem cozidos  misturem também as ervilhas e alguns rebentos.

Passem com a varinha mágica, temperem a vosso gosto e decorem com ais rebentos de ervilhas, creme fraiche e parmesão.

comida sueca · Peixe

Fusão sem confusão, e um risoto para dois

Admito que nao sou admiradora da chamada cozinha de fusão. Um risoto é um risoto, sushi é sushi.

Antes desta receita sem alguém me dissesse que podíamos terminar um delicioso risoto com um pouco de creme fraiche em vez de manteiga, teria tido a mesma reação de quando vi o meu antigo HC a  usar natas para o mesmo efeito: Blasfémia!

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Imagino que em vossas casas estão também a pensar, que eu endoideci e que para a semana há aqui no blogue uma receita de pizza de ovos moles, mas acreditem em mim, este risoto é fantástico e um pouco mais leve do que o tradicional. Subiu já para o top das refeições favoritas do viking, e se experimentarem será certamente uma das vossas também.

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Foi o nosso prato principal para o dia de S Valentim antecipado no domingo passado, e o viking perguntou se eu podia voltar a fazer esta receita caso estivesse livre dia 14.

Eu uso salmão fumado a quente, o sabor e textura deste tipo de cura é muito diferente do salmão fumado a frio, e se conseguirem encontrar o primeiro, aconselho-vos vivamente a que experimentem.

Decorei o prato com “caviar vegetariano”, mas outra excelente alternativa é caviar de salmão.

 

 

Risoto de salmão com creme fraiche

 

Ingredientes (duas pessoas)

1 cebolinha picada

1 ramo de endro

1 colher de sopa de óleo

1,5 dl de arroz para risoto (usamos carnaroli)

0,5 dl de vermute seco

caldo de legumes, ou marisco qb

sal e pimenta

2 colheres de sopa de queijo parmesão

2 colheres de sopa de creme fraiche

salmão fumado a quente

caviar vegetariano

 

Preparação:

Fritem levemente a cebolo no óleo sem deixar ganhar cor.

Juntem o arroz, fritem e acrescentem o vermute. Deixem o álcool evaporar.

Aos poucos vão juntando o caldo quente, mexendo de vez em quando. Temperem com sal e pimenta.

Quando o risoto estiver cozido ao vosso gosto, retirem do lume e acrescentem o queijo ralado e o creme fraiche.

Sirvam imediatamente decorado com salmão, endro e caviar.

A minha vida na Suécia · Ana - cozinheira · comida sueca · Peixe · Refeições light · refeições rápidas

Estarei livre? E a entrada para o jantar de dia dos namorados: Råraka com todos

Estava este ano planeado que não trabalharia no próximo fim-de-semana, o que sendo ou não dia dos namorados, é um motivo de festejos cá em casa.

Isto foi antes das notícias de que teremos banquetes sexta, sábado e domingo. O HC claro, disse-me com olhinhos tristes, “eu não posso mesmo vir”, nem  esperávamos outra coisa, ficamos nós, os de sempre a tomar conta destes eventos.

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O viking está um bocadinho aborrecido, mas para o animar fiz ontem um menu especial, que vou partilhar convosco durante a semana, o nosso menu para um jantar romântico.

A entrada é um prato tradicional sueco, que viram se nos seguem no instagram há umas semanas. Råraka com creme fraiche, endro, caviar e cebolas. É uma versao sueca da entrada russa feita com blinis, é mais rápida e muito mais simples de preparar. No fim do post há uma lista de receitas simples e rápidas que ao fazer um brilharete nos vossos jantares.

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Tradicionalmete usa-se um caviar a que se chama löjrom, é o que servimos no hotel, eu admito que nao sou grande apreciadora de caviar e em casa uso, “caviar vegetariano”, nao tem o mesmo sabor, mas adoro as bolinhas salgadas e fresquinhas. Penso que podem encontrar caviar sueco nas lojas ikea.

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Råraka com caviar, creme fraiche e endro

Ingredientes: (duas pessoas)

  • 1 batata grande ralada e bem espremida temperada com sal e pimenta
  • manteiga para fritar
  • creme fraiche
  • caviar
  • endro

cebolas vermelhas muito finamente picadas.

Preparação:

Aqueçam a manteiga e fritem pequenas panquecas feitas apenas com a batata ralada. Mantenham a temperatura média para evitar queimar a manteiga.

Sirvam com o caviar, endro, cebolas e creme fraiche. Tao simples!

Comer cebolas cruas num jantar romantico nao será boa ideia, mas li que se os dois comerem os mesmos ingredientes, não sentirão o cheiro a cebolas da vossa cara metade.

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Entradas:

Torta de ervilhas e salmão fumado

Waffles com salmão fumado

Vieiras com puré de girassol batateiro

Chevre chaud

Pratos Principais:

Sopa de peixe do Kramer

Salmão do nosso casamento

Risotto de beterrabas

Lombos com pommes Anna e puré de Brócolos

Tagliata de bife com salada e parmesao do Heston

Polenta cremosa com óleo de endro e queijo parmesao

Risotto de cevada e cogumelos

A minha vida na Suécia · A Pastelaria · Ana - cozinheira · bolinhos e bolachas

Tjejsemlor – as parvas das feministas, e um lanche cor-de-rosa para todos.

A Suécia é conhecido como o país dos que se ofendem facilmente, e de entre todos os suecos, ninguém se ofende com tanta frequência como as feministas.

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Este não é um país perfeito, se és uma mulher em idade de ter filhos tens menos probabilidades de conseguir um emprego do que um homem, os salários das mulheres são em média mais baixos do que os dos homens….
Por outro lado uma mãe solteira tem um imenso apoio do estado, se tiveres como “emprego – mãe” podes sempre largar os miúdos numa espécie de infantário para tratar dos teus assuntos, e a licença de maternidade estende-se por um ano ou mais.
Não vivemos num país onde és apedrejada por olhares para um homem, onde não podes sair à rua sem ser com uma tenda vestida, onde não és mais do que a sombra do homem que te comprou ao teu pai.

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Mas estes assuntos não preocupam em nada as feministas suecas. O que as ofende, o que as faz irem para os jornais a gritar descriminação, não é a morte de mais uma mulher do outro lado do mundo num “acidente doméstico”, é um bolo, um bolo!
E isto porque houve uma Padaria, cuja dona é também mulher, que teve o desplante de vender semlor mais pequenas e cor-de-rosa às quais chamou “ semlor para as miúdas”. As verdadeiras semlor são enormes, eu nunca consegui comer uma inteira, e olhem que gosto de comer, a ideia das mini semlor é fantástica, mas não para as feministas, que desataram logo aos gritos que é por estas coisas que temos bulimia e anorexia.
Patético? Ainda há melhor!
É que ao mesmo tempo que as feministas de Malmö e graças ao lobby hipster e trendy da cidade estavam a obrigar a dona da padaria a mudar o nome dos bolos que vendia, a iniciativa feminista de Estocolmo (partido feminista sueco) servia nas suas festas, adivinhem… “semlor para as míudas” e cor de rosa, para não haver dúvidas.

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Sábado depois do banquete dos maçons e do serviço de jantar, depois de um turno de doze horas, tive de esperar para chegar a casa porque as feministas de Malmö, tinham decidido fazer uma manifestação, aberta segundo o seu manifesto a mulheres e transexuais, às onze da noite.
Estas mulheres desgraçadas, humilhadas, exploradas, largaram a filharada em casa com os maridos, e saíram para as ruas numa espécie de rave ambulante a gritar as palavras de ordem “abaixo o nazismo, abaixo a sociedade patriarcal, abaixo o capitalismo!”
Nazismo…capitalismo, a mesma coisa portanto, está-se a ver, farinha do mesmo saco…

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E eu que como sabem, já tarde na vida mudei de profissão e consegui por nada mais que não o meu esforço e valor, um lugar numa profissão maioritariamente masculina, que lutei por ser respeitada não por ser mulher ou homem, mas sim um bom chef, eu que pago os meus impostos e cumpro os meus deveres de cidadã, senti-me envergonhada.
As feministas suecas fazem-me ter vergonha de ser mulher.
E por isso e só para elas, que fiz estes pãezinhos com a muito tradicional massa de semlor, cor-de-rosa, com pouco açúcar, o estereótipo da sobremesa para mulheres. O viking adorou, e hoje levo uma caixa para partilhar com os meus colegas que (se as feministas sabem disto temos já uma manif à porta do restaurante) me tratam por “honey” ou “love”, e me carregam com os sacos de trinta quilos de farinha, e fazem tudo o que eu por ser mais baixa e mais fraca, e não por ser mulher, não consigo fazer com tanta facilidade.
Abaixo as palermas das feministas suecas!!

Pãezinhos de semlor com doce de morangos e creme fraiche
Ingredientes:
Meia receita de semlor. (sigam as instruções para a massa e cozedura, mas formem pequenos pãezinhos estilo scones)
Doce de morango ( uso sempre o mesmo)
Creme fraiche 34%

Preparação:
Preparem os pãezinhos e deixem-nos arrefecer,
Batam o creme fraiche e misturem um pouco do doce de morangos.
Recheiem os pãezinhos com mais doce de morangos e uma colher do creme fraiche. Partilhem com quem vos respeita e merece, independentemente do seu sexo.